domingo, 19 de setembro de 2010

Nascimentos ilustres, Ítalo Calvino e mais…

 

Paulo Reglus Neves Freire, (Recife, 19 de setembro de 1921São Paulo, 2 de maio de1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área daeducação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

1880 - Zequinha de Abreu, músico brasileiro (m.1935).

1995 - O Manifesto do Unabomber, intitulado "A Sociedade Industrial e o Seu Futuro", é publicado no Washington Post e no New York Times.

1956 - Lei autoriza Juscelino Kubitschek a transferir a capital da República para Brasília.

1949 - Twiggy, atriz, cantora e ex-modelo inglesa.

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Morte de Italo Calvino (Santiago de las Vegas, 15 de outubro de 1923Siena, 19 de setembro de1985) foi um dos mais importantes escritoresitalianos do século XX. Nascido em Cuba, de pais italianos, sua família retornou à Itália logo após seu nascimento.

Formado em Letras, participou da resistência ao fascismo durante a Segunda Guerra Mundial e foi membro do Partido Comunista Italiano até1956, tendo se desfiliado em 1957. Sua carta de renúncia em 1957 ficou famosa.

Sua primeira obra foi Il sentiero dei nidi di ragno (br: A trilha dos ninhos de aranha), publicada em1947. Uma de suas obras mais conhecidas é Le città invisibili (Brasil|br: As cidades invisíveis), de1972, tendo como personagens Marco Polo e Kublai Khan.

domingo, 12 de setembro de 2010

Nascimentos e eventos

Nascimentos
1831 - Álvares de Azevedo, escritor brasileiro (m. 1852).
1876 - Auta de Souza, poetisa brasileira (m. 1901).
1880 - H. L. Mencken, jornalista e crítico social norte-americano (m. 1956).
1888 - Maurice Chevalier, ator e cantor francês (m. 1972)
1894 - Vicente Celestino, cantor brasileiro (m. 1968).
1902 - Juscelino Kubitschek, político brasileiro (m. 1976).
1935 - Geraldo Vandré, músico brasileiro.
1939 - Joana Fomm, atriz brasileira.
Barry White, cantor norte-americano (m. 2003).
Leci Brandão, cantora brasileira.
1953 - Tânia Alves, atriz e cantora brasileira. 1957
1936 - Inaugurada a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Feriados e eventos cíclicos

Santíssimo Nome da Virgem Maria
Eventos – Brasil
Dia Nacional da Recreação
Dia da Seresta
Dia do Técnico Têxtil
Dia do Trator
Dia do Físico

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ferreira e Rubens

Aniversário de Ferreira Gullar (1930, S. Luis/MA)

Poesia

Temática flores: Ferreira Gullar (novo poema)

Leiam esse belo texto de Rubens da Cunha

UM SÁBADO QUALQUER...

moça na chuva olhando o mar

Quando se fala em terrorismo pensa-se primeiro em toda aquela violência lá no outro lado do mundo, em que alguém põe uma bomba num lugar público ou transforma-se em bomba e explode. E se explode, seja por motivo político, seja por motivo religioso, não raro uma mistura dos dois motivos.
Mas o terrorismo também vem em dosagens menores e pode não envolver grandes violências, pode não ir parar durante semanas na mídia, podem não aparecer especialistas de última hora debatendo o ocorrido. O terrorismo vem nas pequenas chantagens, nas manipulações, nas ameaças que fazemos, e que nos fazem, por aí a todo instante, tanto no trabalho, nas relações familiares, nas amizades.
Dias desses, vi uma cena que expõe bem essa espécie de micro terror, nesse caso, disfarçado de educação. Eu fui pegar um ônibus e perto do ponto tinha ocorrido um atropelamento. Eu vi o homem deitado no chão, os paramédicos, os curiosos, o congestionamento, ainda me passaram na cabeça todos os clichês sobre a fragilidade da vida e como a morte ronda a todos. Logo o ônibus veio, lotado só pra variar, eu paro na frente de uma mulher e seu filho e ouço um trecho da conversa. A mulher dizia mais ou menos o seguinte para seu filho: “Viu o que dá não ir na igreja? Se afastar de Deus? Deus vem e zupt, leva embora para acertar contas.” Devo confessar que a mulher me aterrorizou. O garoto deveria ter uns oito ou nove anos. Usava óculos e tinha um silêncio concordante também bastante aterrorizador, ou seria aterrorizado? Não sei, talvez eu tenha ouvido a conversa fora de contexto ou tenha criado o contexto a partir do atropelamento, mas o fato é que Deus, para essa mãe, é um ser bastante vingativo, um caçador contumaz daqueles que se afastam da fé, que lhes dá a morte repentina por causa tanto do afastamento, quanto pela desobediência. Além de repetir para o filho alguns séculos de terror religioso, já o colocava na linha, um método, digamos, prático de educar uma criança, agora que as palmadas estão proibidas, toca para o terrorismo psicológico e religioso que está tudo bem.
Não sei bem como esse breve, porém temerário, terrorismo da mãe vai repercutir no menino. Talvez ele se torne um religioso fanático, ou um ateu fanático, as duas coisas bastante prejudiciais, pois impedidoras de uma visão mais ampla do mundo real e do fora do mundo. Talvez ele perceba a profunda humanidade da mãe e como ela estava assustada com a idéia de morrer sem ter certeza do depois e a perdoe por num sábado qualquer lhe impor a idéia de um Deus terrível e assassino. Talvez ele repita esse discurso daqui a vinte anos para um filho, talvez ele perceba que o Deus assassino teve um filho mais afeito ao diálogo do que à punição.
Descemos no terminal. Eles foram para um lado e eu para outro. Porém, o fato é que o terrorismo da mãe ficou em mim e, claro, está ecoando nas minhas sombras e sobras cristãs: e se a mulher estiver certa?