quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Rememória — Elogio a Itamar Franco

Morávamos em Juiz de Fora e eu trabalhava na hoje extinta Gazeta Comercial, quando Itamar Franco foi Prefeito, por duas vezes - de 1967 a 1971 e retornando em 1973.
Eu costumava  acompanhar suas inaugurações  e eventos, lembro-me de um março onde ele inaugurou o parque infantil dentro do Museu Mariano Procópio-e a criançada gritando seu nome — ele cortando a fita inaugural das expôs na Sociedade de Belas Artes Antonio Parreiras, onde eu estudara com o Presidente da mesma, o Pimpinela, revejo na lembrança dos sábados onde o encontrava na Rua Halfeld, um calçadão famoso em Juiz de Fora, ou em coquetel no Museu Mariano Procópio. Uma vez, chamou-me para agradecer um poema que lhe dedicara, em seu aniversário, fazendo uma alegoria com a palavra indígena “Ita”, que é pedra, para sinalizar sua fortaleza e mar, para a persistência contínua (“água mole em pedra dura”...).
Quando sua  primeira filha nasceu, Georgiana, eu, com a irreverência dos jovens, mas afetuosamente, publiquei na primeira página, a manchete Itamar, é Mãe! Na Manchester Mineira ele era conhecido assim: o Itamar. E eu, quando ia com D. Didi sua prima, tomar chá ou café em casa de sua mãe, D. Itália, muito educada e fina,  ouvia apenas “Itamarzinho” aqui, “Itamarzinho” ali. Dizem que ele não gostava de continuar sendo chamado publicamente pelo diminutivo. Ela era louca por ele, filho amoroso e que tantos orgulhos lhe deu  — em pequeno, entregava as marmitas que ela fazia, viúva de um engenheiro. D. Itália era encantadora, com uma fitinha de cetim no cabelo, da cor da roupa, um lacinho de lado sobre a “brancabeleira”, prata pura. A irmã, pintora Matilde Franco, morava no Rio, artista plástica, eu me  encontrava com ela em salões da SBAAP – e também referia-se ao mano como Itamarzinho. Tempos atrás,  D. Didi mandou-me, de Campo Grande, onde mora atualmente, um livro-álbum com as telas da Matilde. E o mano renomado ali está retratado vários vezes, por seus pincéis.pelas fotos, vê-se o belo homem que foi na juventude. O famoso “topete” era um redemoinho de nascença, que à juventude, quando tinha muitos fios de cabelo, não se destacava. Os cartunistas aproveitaram esse traço e as charges sobre ele  exploraram muito  o famoso topete.
Sobre o amor imensurável às duas filhas, falou-me muitas vezes, talvez porque eu cursasse Psicologia. Era um pai extremado.
Certa feita, já nos anos 70, eu estava em  frente ao palanque de um comício, onde ele, senador, já discursara pelo candidato a prefeito, seu correligionário. Calor e sol sobre a massa humana,  quando vi um assessor ou correligionário chegar e dizer-me que ele mandara me chamar. Foi receber-me na lateral e quando agradeci, disse, “daqui de cima, você parecia uma garça ou um anjo, todas essas peninhas, não ia deixá-la ao sol”. É que eu vestia uma bata cujo decote era ornado de penas brancas. Ri e daí para frente, seguindo suas instruções, chegava para fazer alguma reportagem e já me apresentava na entrada do  palanque. Se era galante, era também extremamente respeitoso.
Meu chefe de redação, Gilson Guilhon Loures, autor de um livro sobre  ele, era amigo e fã de carteirinha de seu trabalho e chegava à redação com noticias frescas de seus projetos, atos e coragem.
Itamar Augusto Cautiero Franco sempre quis governar Minas Gerais, mas antes, foi ao topo, sendo o 37º presidente da República Federativa do Brasil. Substituindo Collor, depois do impeachment deste. Notável registrar que nada pode ser levantado contra ele.Em redações de jornal, ouve-se falar de tudo que há nos bastidores do Poder, mas nunca se falou absolutamente nada contra sua honradez. Mais tarde, realizou o sonho, foi Governador de Minas e era de uma mineiridade inconteste-tanto que chamaram seu Governo Federal de... de República do Pão de Queijo-acepipe mineiro que não faltava em suas reuniões com amigos, mesmo em Brasília. Sua naturalidade era baiana porque D. Itália deu-o  à luz em um navio, nas costas baianas.
Certa feita, recebi um recado do amigo trovador Sinval Emílio da Cruz, dono da Folha Mineira, convocando-me a entrevistar Itamar — então senador da República — que queria dar uma entrevista sobre seu projeto de Denúncia Vazia, “mas só quer você, pois disse que voce é uma repórter que nunca distorceu o que ele diz”. Reservaram uma sala na Prefeitura, curiosamente com as paredes toda forradas de roxo, acho que veludo. Ficamos um bom tempo nesse colóquio. Não era época de Internet, de forma que não tenho mais a página com essa reportagem. O  querido jornal  fechou e soube, já morando fora, que ele comprara, para ajudar o velho amigo Theo Sobrinho, a Gazeta Comercial, que era o órgão oficial da Prefeitura. Esta, já fora de moda, pois enquanto os Diários Associados estavam na época da rotatórias, ainda imprimíamos tudo com linotipos, as imagens eram obtidas através de clichês. No entanto, o tradicional jornal era ao órgão oficial da Prefeitura.
Lembro-me que, na biblioteca do Parque Municipal, ficavam suas grandes encadernações em capa dura .Qualquer dia, vou a Juiz de Fora fotografar digitalmente, essas preciosidades. Na verdade, eu tinha a coleção toda de meus anos de trabalho ali, mas uma enchente na Ilha do Amor — S.Luiz do Maranhão, nos Anos 80, onde morei, casada com o Engenheiro civil Eduardo Lopes da Silva, inundou  a linda casa que alugáramos e os jornais colaram-se uns aos outros. Colocávamos  no muro para secar, vinha mais chuva...
Universitários o adoravam.Ele fora estudante destacado na Escola de Engenharia, da UFJF, ia aos eventos dos DA, mantinha-se perto dos mais jovens.
O testemunho que quero dar, todavia, não é bem conhecido dos demais. Refere-se ao grande coração desse mineiro ilustre: eu lecionava no Grupo Escolar José Freire, no Bairro Industrial, que funcionava em uma casa de dois andares, um sobradinho velhíssimo. Estávamos dando aula e o reboco caía sobre a cabeça das crianças, da nossa, as "professorinhas". A Diretora, D. Hyrtes Felga, tentou paliativos: começamos a lecionar nos salões da paróquia  e no Clube Industrial, as divisórias entre s classes, eram de pano, de forma que se uma professora chamasse um nome comum — Terezinha ou Aparecida, por exemplo — várias vozes respondiam, tínhamos de murmurar, para uma aula não se misturar com a da colega ao lado.
Então, fiz uma reportagem a respeito. Minha missão de jornalista...
Para minha surpresa, Itamar chamou-me para dizer que a Prefeitura mandaria para o grupo escolar,  que era estadual, dois prédios pré fabricados. E o fez, nas férias. Lindas salas, onde jamais dei aula, porque naquele ano, D. Hyrtes colocou-me para desenhar provas escolares feitas no mimeográfo e  manuscritas, na Diretoria. Tive outra surpresa: dois vereadores, na Câmara Municipal, fizeram um “Ato de Louvor” pela coragem que eu demonstrara. Coragem? Sim, pois estávamos em plena Ditadura Militar, toda eivada pela Censura, explicou-me o grande amigo e mentor jornalista Paulo Lenz, irmão do Sr. Theo Sobrinho. ”Você ousou denunciar o Estado, tenha cuidado“, disse-me ele. Mas eu só pensara no bem estar das crianças, não estava fazendo oposição alguma, no verdadeiro sentido da época, queria apenas melhorar o status físico-espacial da escola. Era uma atitude jornalística e assertiva, também por amor ao magistério. Jamais esqueci isso, pois, apesar de merecer tanta atenção e respeito de Itamar, eu nada lhe pedira.
Noutra feita, eu estava no INAMPS, onde trabalhava no Setor de Estatística, quando a colega Madalena  — que tinha diariamente uma terrível cefaléia  de hora certa, no que era muito criticada porque ia para casa mais cedo, menos por mim, que cursando Psicologia, arvorava-me em querer conhecer melhor os seres humanos — pediu-me que saísse com ela porque iria conversar com Itamar, em sua firma de Engenharia. Ela era apaixonada por Cristo.Todos os meses eu desenhava um novo para ela, que colava a série dentro da porta do armário de seus jalecos brancos e cor de rosa – ela ia pedir-lhe material de construção;
Àquela época, compráramos, por sorteio de lotes, pela cooperativa dos funcionários, terrenos perto do aeroporto. Ela ali construía uma casa, mas queria uma capelinha pelo “seu” Jesus. Auxiliar de enfermagem, trabalhava na  Dermatologia e andava com o dinheiro curto. Fui e ele, sorridente — estava em visita à cidade — prometeu mandar o material de presente. E o fez. Anos depois, recebi contristada a notícia de sua morte: a cefaléia era causada por um hemangioma, soube-se então.
Em outra ocasião, estávamos no Museu Mariano Procópio e ele ao lado do fiel escudeiro Guilhon Loures. Meu chefe de redação me chama e diz sorrindo :”Itamar disse aqui que você é uma borboletinha repórter, fica daqui para ali, borboleteando... Quando todos param e vão relaxar, você continua entrevistando, anotando”. Olhei para o Prefeito,  meio sem jeito, pois era tímida. E surpreendi o político com o rosto rosado  todo vermelho...
Gosto de lembrar as tantas reportagens feitas. Jamais ouvi nada contra sua honestidade. Mesmo os partidaristas contrários jamais o criticavam em tão importante aspectos. Então, não quero realçar aqui seu savoir-faire de engenheiro e político experiente que se foi. Mas esse seu caráter, que abraçava o “ser honesto”, algo que de que todos os seres humanos jamais deveriam abrir mão e que nele era natural, genuíno. O exemplo fica. Que muitos possam seguir-lhe as pegadas, num país onde as falcatruas se sucedem e não se passa um dia em que não tenhamos notícia de alguma desonestidade de políticos ou asseclas. Milhões de brasileiros e, entre eles, um homem se destaca por uma longa vida de brasileirismo, honradez, sobretudo, essa honestidade necessária e vital ao desenvolvimento de um país. Tenho orgulho em ter privado de sua confiança, nas entrevistas que me concedeu. E esperança de que as pessoas do Bem assim possam permanecer sem ceder às armadilhas do Poder Público.

Clevane Pessoa

segunda-feira, 13 de junho de 2011

123 anos do nascimento de Fernando Pessoa

 fernando-pessoa
Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; Escrito entre 1913-15; Publicado em Atena nº 5, Fevereiro de 1925.

Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".
Por ter crescido na África do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu a língua inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa dedicou-se também a traduções desse idioma.
Ao longo da vida trabalhou em várias firmas como correspondente comercial. Foi também empresário, editor, crítico literário, ativista político, tradutor, jornalista, inventor, publicitário e publicista, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente".
Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: "I know not what tomorrow will bring… " ("Não sei o que o amanhã trará").

Dia de Santo Antônio

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Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade.
A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias.
Após uma crise de hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX.
A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular.
Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Aniversários e eventos

Oncidium longipes
Luís Carlos Miele (São Paulo, 31 de maio de1938) é um produtor e diretor de shows brasileiro.
Walt Whitman (Huntington, 31 de maio de 1819– Camden, 26 de março de 1892) foi um poeta,ensaísta e jornalista norte-americano, considerado por muitos como o "pai do verso livre".
Clinton "Clint" Eastwood, Jr. (São Francisco, 31 de maio de 1930) é um ator, cineasta e produtor dos Estados Unidos famoso pelos seus papéis típicos em filmes de ação como um cara durão e anti-herói, principalmente como o Homem sem nome da Trilogia dos Dólares nos filmes western spaghetti de Sergio Leone dos anos 60, e interpretando o Inspetor 'Dirty' Harry Callahan na série de filmes Dirty Harry, das décadas de 1970 e 1980.
Marco Antônio Barroso Nanini (Recife, 31 de maio de 1948) é um ator, diretor e produtor brasileiro.
Marília Gabriela Baston de Toledo Cochrane(Campinas, 31 de maio de 1948) é uma jornalista,atriz, cantora, apresentadora de televisão,entrevistadora e escritora brasileira.

Feriados e eventos cíclicos

Dia mundial de luta contra o tabaco
Roma antiga: Festival de Prosérpina, a rainha do submundo
Dia da Juventude Luterana do Brasil
Dia da aeromoça
Dia do Espirito Santo

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dia da Terra

 

A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

  • Em 1972 celebrou-se a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar os líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.
  • O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
  • O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
  • No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.
  • "A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Sentimo-nos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."

Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra converteu-se em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.

Este dia não é reconhecido pela ONU.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

129 anos de Monteiro Lobato

José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho(1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939). Leia mais

quarta-feira, 23 de março de 2011

Atriz Elizabeth Taylor morre aos 79 anos em Los Angeles

By Portal Terra

Elizabeth Taylor ficou famosa por seus olhos violeta e pelos oito casamentos, além de uma extensa filmografia
Foto: Getty Images

 

A atriz Elizabeth Taylor morreu vítima de insuficiência cardíaca aos 79 anos nesta quarta-feira (23) em Los Angeles, informou a imprensa internacional como ABC News eCNN. Ela estava internada no hospital Cedars-Sinai Medical Center havia dois meses.

"Atriz lendária, mulher de negócios e ativista sem medo, Elizabeth Taylor morreu de maneira tranquila hoje no Hospital Cedars-Sinai de Los Angeles", afirma um comunicado, de acordo com a agência AFP. "Ela estava cercada pelos filhos - Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton", acrescenta o texto, que também lembra que a artista tinha dez netos e quatro bisnetos.

Elizabeth Rosemond Taylor nasceu em 1932, em Londres, Inglaterra. Conhecida como Liz Taylor, iniciou a carreira artística aos dez anos, logo depois de se mudar para os Estados Unidos.

Liz participou de filmes infanto-juvenis e descobriu o amor pelos estúdios de filmagem, de onde não quis mais sair. Evoluindo como atriz talentosa e respeitada pela crítica, nos anos 50 filmou dramas, como Um lugar ao Sol, com o ator Montgomery Clift; Assim Caminha a Humanidade, com Rock Hudson. Nessa década fez ainda A Última Vez Que Vi Paris, ao lado de Van Johnson e Donna Reed.

Elizabeth foi reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos. Sua marca registrada sempre foram os traços delicados e os olhos cor azul-violeta, que encantaram gerações.

A atriz também ficou famosa pelos inúmeros casamentos (oito ao todo), sendo o mais conhecido com o ator inglês Richard Burton, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra e o dramático Quem tem medo de Virgínia Woolf?, em que ela ganhou o segundo Oscar. O primeiro prêmio veio em 1960 por O Número do Amor. Nessa época, Liz sagrou-se a atriz mais bem paga do mundo.

Em 1985, com a morte de seu grande amigo, o ator homossexual Rock Hudson, Elizabeth Taylor iniciou uma cruzada em favor dos portadores de aids. Em 2004, a diva passou vários meses de cama devido aos efeitos de uma grave escoliose, uma fratura na espinha, falência cardíaca congestiva, úlceras, além de episódios de bronquite aguda e pneumonia.

Em 1997, a atriz passou por uma delicada cirurgia para remover um tumor do cérebro. No passado, a estrela também já teve problemas com o vício em álcool e drogas.

Confira a filmografia:
Searching for Debra Winger (2002)
Get Bruce (1999)
The Flintstones - O Filme (1994)
Common Threads: Stories from the Quilt (1989)
Michael Jackson: The Legend Continues (1988)
Moonwalker (1988)
Genocide (1982)
A Little Night Music (1978)
Ana dos Mil Dias (1969)
A Megera Domada (1967)
O Pecado de Todos Nós (1967)
Os Farsantes (1967)
Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966)
Adeus às Ilusões (1965)
Cleópatra (1963)
Gente Muito Importante (1963)
Disque Butterfield 8 (1960)
De Repente no Último Verão (1959)
Gata em Teto de Zinco Quente (1958)
A Árvore da Vida (1957)
Assim Caminha a Humanidade (1956)
A Última Vez que Vi Paris (1954)
No Caminho dos Elefantes (1954)
O Belo Brummel (1954)
Ivanhoé - O Vingador do Rei (1952)
Quo Vadis (1951)
Um Lugar ao Sol (1951)
O Pai da Noiva (1950)
Quatro Destinos (1949)
Príncipe Encantado (1948)
As Delícias da Vida (1947)
Nossa Vida com Papai (1947)
A Mocidade é Assim Mesmo (1944)
Evocação (1944)
Jane Eyre (1944)
A Força do Coração (1943)

terça-feira, 22 de março de 2011

Água em prosa e verso!

Dia Internacional da Água, diversos autores POESIA  PROSA

Falecimento de Goethe (1832, Alemanha)

ABL Em Blocos

1º Ciclo de Conferências: "Gêneros literários: um olhar atual". Conferencista: Eduardo Portela:
"O gênero policial no Brasil hoje". Entrada franca.

Eventos Culturais

 Centenário de Afrânio Coutinho, amanhã (dia 23) na UFRJ, homenageie-o, participe!

Nota de falecimento

 Faleceu no dia 15 de março o poeta Fernando Allah Moreira. Leia-o em Blocos

Literatura

Poesia

Temática artes irmãs: Marcelo Dolabela

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Dríope

Narrativas sobre metamorfoses já ocorriam nos poemas homéricos, como a transfiguração dos companheiros de Ulisses em porcos pela feiticeira Circe. Na obra “Metamorfoses”, de Ovídio, os deuses se transformam em humanos e, desse modo, provam a superioridade diante dos mortais e realizam seus próprios desejos.

Zeus utilizava a metamorfose como disfarce para suas aventuras ou para se aproximar de mortais e deusas. Ele se mostrou a Dânae como chuva de ouro e teve com ela o herói Perseu. Com Leda, rainha de Esparta, foi em forma de Cisne, e tiveram os gêmeos Castor e Pólux;Clitemnestra e Helena. Assumiu a aparência do marido de Alcmena e nasceu Hércules. Sob a forma de Ártemis, amou Calisto, ninfa que acompanhava a deusa. Raptou Europa na forma de touro e teve com ela Minos, Radamante e Sarpédon. Diante de Hera, a legítima esposa, aproximou-se disfarçado de cuco e se abrigou em seu colo durante uma tempestade. Os dois tiveram Ares, Hebe e Ilítia.

Existem variadas descrições de transformações, entre elas a transmutação em plantas nos mitos de Dafne, Narciso, Jacinto e Adônis. Nesse caso também entra a metamorfose de Dríope, esposa de Andrêmon. Um dia, ela caminhava com sua irmã Iole pela margem de um rio com a intenção de colher flores para tecer guirlandas para os altares das ninfas. Dríope levava o filho no colo e, enquanto caminhava, ela o amamentava.

Quando chegou perto da água, Dríope viu muitas flores próximas de um lótus e colheu algumas. Iole ia fazer o mesmo, mas avistou sangue no lugar onde a irmã acabara de colher as flores. A planta era a ninfa Lótis, que, ao fugir de um perseguidor, fora metamorfoseada em planta.

Dríope ficou horrorizada, mas não pôde sair do lugar, pois logo sentiu seus pés enraizados ao solo. Até tentou arrancá-los, mas só dava para mover os membros superiores. A dureza da madeira foi subindo aos poucos pelo seu corpo; quando tentou arrancar os cabelos, apenas folhas vinham em suas mãos. O seio materno começou a se enrijecer e o leite que a criança sugava parou de sair.

Iole não podia fazer nada para interromper a metamorfose, então apenas abraçou o tronco que não parava de crescer. Quando o marido de Dríope e o pai apareceram, Iole apontou-lhes o que restara da irmã. Abraçaram o tronco e beijaram as flores. Só restava de Dríope o rosto, do qual escorriam lágrimas que caíam sobre as folhas. Enquanto era possível, ela falou que não era culpada, nem merecia tal destino, depois pediu que sempre levassem seu filho para ser nutrido sob seus ramos e brincar sob sua sombra.

Dríope despediu-se da família e implorou que não deixassem que algum machado a ferisse, nem que rebanhos dilacerassem seus galhos. Também pediu para que ensinassem seu filho a ser cauteloso ao andar pelas margens dos rios e colher flores, lembrando-se de que cada arbusto pode ser uma deusa disfarçada.

Solange Firmino