Nascimento de Luiz Gonzaga (1912, Exu/PE), José Nêumanne
Lembrete literário
Hoje, dia 13, lançamento do livro de Astrid Cabral no Rio
Extra - 13 de dezembro
Literatura
Poesia
Prosa
Nascimento de Luiz Gonzaga (1912, Exu/PE), José Nêumanne
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Poesia
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Nascimento de Noel Rosa (1910, RJ)
Notícia cultural
Juca Pato edição 2012 premia Tatiana Belinky
ABL em Blocos
Literatura
Poesia
Temática saudade: Helena Kolody
Prosa
Nascimento de Clarice Lispector (1920, Ucrânia), José Carlos Mendes Brandão
Frases da semana:
(artigos I, III e XXVII da Declaração Universal dos Direitos Humanos)
"Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal".
Literatura
Poesia
Temática mensal Ano Novo: Mario Quintana
Prosa
Coluna quinzenal de Rogel Samuel
Site de Leila Míccolis
Participação na Revista "A Cadeira", nº 6, da Academia Niteroiense de Letras
Carinhos poéticos dedicados à Leila
Entrevista de Leila a Wladyr Nader para o blog da Escrita
Abaixo-assinado para criação de hospitais veterinários públicos, assine e divulgue

O escritor mexicano Octávio Paz, em seu livro “A Outra Voz”, diz que o poema é “um objeto feito de palavras, destinado a conter e segregar uma substância impalpável, rebelde a definições, chamada poesia”. De acordo com a visão do mexicano, o poema seria mais um espaço onde a poesia, se bem manipulada pelo poeta, reverbera. A poesia estaria mais ligada à ideia de aura, de força que permeia o objeto artístico seja ele qual for. Assim, a poesia depende tanto de quem cria o objeto, quanto de quem o consome. Poderíamos pensá-la como um fluxo contínuo, um fluxo que necessita de estradas para fluir. São duas as principais estradas: o artista e o o receptor, também conhecido como público, leitor, ouvinte, etc. Se o artista não alarga sua estrada com conhecimento, estudo, disciplina e, claro, um pouco de delírio, a obra ficará limitada, distante da possibilidade de expandir-se, tocar partes desconhecidas, tanto do próprio artista, quanto daquele que vai consumir a arte. Por outro lado, se o público também ficar encastelado na sua visão fixa de mundo, no seu metro quadrado de conhecimento, nada fora disso será experimentado. A obra ficará perdida, desconectada, destituída de sua principal força: a transformação daquele que tem contato com ela.
Retornando ao poema: dos tipos de textos literários, o poema é um dos mais antigos. Octávio Paz diz que esse tipo de expressão se confunde com o surgimento da própria linguagem, ou seja, o poema seria desde sempre o melhor objeto para conter a poesia. Seria, digamos, o ideal para esse trabalho, já que o poema é ritmo, e o ritmo acontece espontaneamente em toda forma verbal. Nos primórdios, o poema era confundido com a fala, por isso a sua presença constante entre as gentes, que o usavam para repassar a história e a mitologia da comunidade aos mais novos.
No entanto, o poema perdeu essa função no imaginário das pessoas. Hoje, a prosa literária cumpre essa função, ganha mais destaque, vende mais e mantém financeiramente o sistema literário. Poemas ainda possuem um certo prestígio, mas, de forma geral, são relegados àquele canto dos supérfluos, da experimentação, daquilo que poucos entendem. Também são relegados a serem os objetos artísticos criados pelos românticos inveterados, que insistem em manter o clichê de que “poesia é sentimento” e, portanto, o poema tem que vir carregado de doçuras sentimentais.
Claro, poetas, bons e ruins, continuam publicando às pencas. Os livros de poemas, bons e ruins, geralmente bancados por editais públicos, pululam por aí, quase sempre destinados à outros poetas, que lerão e escreverão outros livros de poemas, mantendo o círculo. Não sou um saudosista, nem acredito que o poema retornará àquele estágio essencial que tanto fascinou Octávio Paz. Penso que o poema continuará cada vez mais sendo o espaço em que as experiências com a linguagem possam ser as mais radicais, as mais inovadoras. Assim, enquanto houver um aspirante a poeta lendo outro poeta, o poema resistirá.
RUBENS DA CUNHA
Há trinta anos morria Clarice Lispector, a escritora que abalou a literatura brasileira pela contundência de sua linguagem que tentava desvendar o mistério da existência com palavras claras e obscuras a um tempo, de grande beleza poética, de inquietação, de perturbação, espanto e maravilhamento. Com dezessete anos de idade escreveu “Perto do Coração Selvagem”, e era como se estivesse surgindo uma obra de gênio. Era como se valesse o adágio: “O gênio nasce feito.” Mas Clarice trabalha incansavelmente. A sua genialidade era uma busca contínua da palavra certa, que clarificasse os escaninhos obscuros do ser.
Comecei o meu conhecimento de Clarice com “A Paixão Segundo G. H.”: é o começo mais difícil, intrincado, um labirinto de luzes que se acendem umas sobre as outras e cegam o leitor. É muita claridade, e claridade entrando-se num mundo de trevas, alcançada com o estupor, com o nojo. É a epifania do ser diante do nojo, o ser se encontra, se descobre diante de outro ser, asqueroso, repulsivo, representado pela barata. Eu sou um mistério para mim mesma, dizia Clarice, e vivia desvendando os véus desse mistério, ofertando-nos a claridade que dele advinha.
Foi no conto que Clarice mais se realizou, nessa arte da síntese que a levou e que ela levou ao âmago da problemática do homem, que se interroga, perplexo, à busca do que ele é em si. “Feliz Aniversário” é o melhor que ela criou, um triste retrato da solidão familiar, no tempo em que ainda havia grandes famílias, no entanto já mal estruturadas. Criou algumas peças notáveis, extraordinárias, mas vou hoje me deter sobre uma quase insignificante, de tão esquecida: “Perdoando Deus”. É bom lembrar esse encontro de Clarice com Deus, ela que, depois de tanto investigar o mistério, já penetrou no Mistério.
É a história de uma personagem que olhava distraída o mar e de repente se sente a mãe de Deus. Como o homem é o que ele escreve, vou dizer sem medo de errar que aquela personagem era Clarice. Quem se sentiu com o carinho de uma mãe pelo filho era Clarice. O interessante, o totalmente novo é que esse filho era Deus. Sabia que se ama a Deus com respeito, medo, solenidade. Mas o carinho maternal por Deus era absolutamente estranho. Assim como o carinho por um filho não o reduz, mas o alarga, diz, assim era maior o seu amor.
Foi quando quase pisou num rato morto. E entrou em pânico, controlando como podia o seu mais profundo grito. Desde o início do mundo sentia um pavor dos ratos, que a devoravam. E era como se Deus lhe lançasse na cara um rato. Ela amando-o com amor maternal, Ele insultando-a com brutalidade. Decidiu, então, vingar-se. Mas descobre que o rato é o mundo. Ela se julgava forte, porque, compreendendo, amava. Descobriu que se ama verdadeiramente somando as incompreensões, que amar não é fácil. É preciso amar primeiro a nossa própria natureza, depois o seu contrário, Deus.
Queremos amar a Deus só porque não nos amamos. É uma espécie de compensação. Conclui: “Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.” Dizem que o homem inventou Deus porque não consegue explicar o universo. Clarice aprende que isso está errado. Como Santo Agostinho, descobre que devemos procurar Deus dentro de nós.
O grande católico Alceu Amoroso Lima diz, dela, que a presença invisível de Deus não se expressa pela invocação do seu Nome, mas que o silêncio pode ser o sinal mais seguro de sua realidade. E conta que Clarice ofereceu-lhe o seu último livro com uma dedicatória, escrita um mês antes de morrer, terminando sua demonstração de afeto com estas palavras claras e decisivas: “Eu sei que Deus existe.”
José Carlos Mendes Brandão
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O termo justiça (do latim iustitia, por via semi-erudita), de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o principio básico de umacordo que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos da sociedade (litígio).
Em um sentido mais amplo pode ser considerado como um termo abstracto que designa o respeito pelo direito de terceiros, a aplicação ou reposição do seu direito por ser maior em virtude moral ou material. Justo é aquilo que é equitativo ou consensual, adequado e legítimo (aplicar o direito nas suas próprias fontes - as pessoas - em igualitariedade). A Justiça pode ser reconhecida por mecanismos automáticos ou intuitivos nas relações sociais, ou por mediação através dos tribunais e em ordem à equidade.
Sua ordem máxima, representada em Roma por uma estátua, com olhos vendados, visa seus valores máximos onde "todos são iguais perante a lei" e "todos têm iguais garantias legais", ou ainda, "todos têm iguais direitos". A justiça deve buscar a igualdade entre os cidadãos.
O Poder Judiciário no Estado moderno tem a tarefa da aplicação das leis promulgadas pelo Poder Legislativo. É boa doutrina democrática manter independentes as decisões legislativas das decisões judiciais, e vice-versa, como uma das formas de evitar o despotismo.
Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).
A justiça implica, também, em alteridade. Uma vez que justiça equivale a igualdade, e que igualdade é um conceito relacional (ou seja, diferentemente da liberdade, a igualdade sempre refere-se a um outro, como podemos constatar da falta de sentido na frase "João é igual" se comparada à frase "João é livre"), é impossível, segundo Aristóteles e Santo Tomás de Aquinopraticar uma injustiça contra si mesmo. Apenas em sentido metafórico poderíamos falar em injustiça contra si, mas, nesse caso, o termo injustiça pode mais adequadamente ser substituído por um outro vício do caráter.
Justiça também é uma das quatro virtudes cardinais, e ela, segundo a doutrina da Igreja Católica, consiste "na constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido" (CCIC, n. 381). (http://pt.wikipedia.org/wiki/Justi%C3%A7a)
Nascimento (Portugal, 1894) e Falecimento (idem, 1930) de Florbela Espanca
Falecimento de Tom Jobim (1994, Nova York/USA), Renato Ribas