terça-feira, 1 de outubro de 2019

PBH abre inscrições para dois dos mais tradicionais prêmios literários do país




Foto: Livros -  Amanda George Pexels


A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, lança nesta segunda-feira, dia 23, os editais do Concurso Nacional de Literatura Prêmio Cidade de Belo Horizonte 2019 e do Concurso Nacional de Literatura João de Barro - Literatura para Crianças e Jovens 2019. Os dois são os mais tradicionais prêmios literários do país e visam valorizar e fomentar a produção literária nacional com obras inéditas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas desta segunda, dia 23, ao dia 4 de novembro de 2019.

A documentação e as propostas técnicas poderão ser entregues pessoalmente ou postadas pelos Correios. A entrega presencial deverá ser realizada no setor de Licitações da Fundação Municipal de Cultura, de segunda a sexta-feira, exceto feriados e pontos facultativos, no horário das 10h às 12h e das 14h às 17h. O endereço é rua da Bahia, 888, 12º andar, sala 1205, Centro, Belo Horizonte – MG, CEP 30.160-011.

Os editais foram publicados no Diário Oficial do Município do último dia 19. Para mais informações, o público também poderá entrar em contato por meio dos e-mails premiocbh@pbh.gov.br e joaodebarro@pbh.gov.br.

“A retomada e o fortalecimento dos nossos prêmios literários são mais do que um compromisso dessa administração, são um gesto de confiança e de incentivo à capacidade das artes, da cultura e, em especial, da literatura de continuarem a cumprir seu papel, semeando o conhecimento e a criatividade e contribuindo para superarmos o obscurantismo que teima em nos ameaçar”, afirma o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira.

A presidente da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin, destaca que os prêmios são importantes entregas das políticas públicas para a leitura e a escrita. “Os prêmios fortalecem a criação literária e apresentam diferentes vozes e perspectivas de narrar na produção literária no país. Também são responsáveis por revelar grandes escritores e escritoras em sua longeva história. Entre os vencedores do Prêmio da Cidade de Belo Horizonte, por exemplo, figura Adão Ventura, poeta mineiro homenageado da terceira edição do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte – 2019”, salienta.

Nessa edição, o Prêmio Cidade de Belo Horizonte contempla obras nas categorias dramaturgia e romance. Criado em 1947, na comemoração do cinquentenário da capital, é o concurso literário mais antigo do país. Um de seus principais atributos é o fato de premiar apenas obras inéditas. A cada edição, o prêmio revela novos escritores e obras e dá visibilidade à produção literária do país, sendo que as categorias premiadas são alternadas entre dramaturgia e romance ou conto e poesia. A obra vencedora em cada categoria receberá um prêmio de R$ 25 mil.

O Prêmio João-de-Barro contempla obras nas categorias texto literário e livro ilustrado, com projeto gráfico completo, voltadas para jovens e crianças. Criado em 1974, é um dos mais longevos e relevantes prêmios literários nacionais voltados para literatura infantil e juvenil. Seu formato arrojado abarca distintos aspectos da criação de livros para crianças e jovens, sendo de grande relevância para o cenário nacional de criação literária direcionada a crianças e jovens, particularmente porque revela a evolução da literatura infantil e juvenil contemporânea no país. A obra vencedora em cada categoria também receberá um prêmio no valor de R$ 25 mil.


Novidades

Em 2019, a Prefeitura atualizou os decretos que instituíam os dois prêmios, que vigoravam ainda do ano de 1947, para o Prêmio Cidade de Belo Horizonte, e do ano de 1974, para o Prêmio João-de-Barro. Uma das novidades é que, além de pessoas físicas brasileiras e natas, estrangeiros residentes no país também poderão participar dos concursos. As obras inscritas devem ser inéditas e escritas em língua portuguesa.

Cada proponente só poderá ser premiado em uma única categoria no mesmo edital, ainda que possa inscrever mais de uma obra na mesma categoria ou em categoria distinta. A avaliação das obras inscritas será feita por uma comissão julgadora composta por três especialistas em cada uma das categorias dos prêmios.

Retirado do site:
https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/pbh-abre-inscricoes-para-dois-dos-mais-tradicionais-premios-literarios-do-pais?fbclid=IwAR1Eb4SVUD7-BwlinF1icjISrZlK1sHi8GNRqmjqGedSBJgh4GKXQSQBCnU

Enviado por Sérgio Fantini

terça-feira, 3 de setembro de 2019



Crônica: "A poesia de cada dia"



        


O título da crônica deste mês refere-se a um verso de Oswald de Andrade, um dos nossos mais famosos escritores Modernistas brasileiros. O poema no qual ele se insere intitula-se “Escapulário” (foi musicado por Caetano Veloso) e, roga, como proteção divina, a presença da “santa” e poderosa poesia diária, aquela que nos desenvolve a sensibilidade, a contemplação meditativa, a fé em nós mesmos, a criatividade e o senso crítico. No entanto, a Geração Poética de 70 foi duramente criticada justamente por ela ter desmitificado o fazer poético como a procura do belo inacessível e sublime, abordando assuntos considerados comezinhos e “prosaicos” (no sentido de triviais), focalizando (e perdendo tempo com) questões “de somenos”. Este deslocamento radical do altar em que a veneravam os vates beletristas e suas musas diáfanas para o “rés do chão” (poesia com os pés no chão, sem sombra de dúvida), fez com que esta produção fosse desvalorizada e até estigmatizada em nosso país, condenada principalmente pela temática, como se fôssemos nós a criar esta proposta – sociologicamente denominada “estética da banalidade” por Maffesoli, que a analisa com seriedade, por ela ser um componente marcante e presente em todas as artes contemporâneas. Esquecem os detratores da poesia coloquial de que o cotidiano apresentado como contraplano contextual não foi inovação do Modernismo, nem tampouco da Geração 70. Veio muito antes da sociedade de consumo, recua até os ensinamentos filosóficos do zen budismo (séculos XIII-XVII, ou até mesmo antes) através dos quais tudo o que acontece na natureza, em qualquer um dos seus reinos, motiva a reflexão – até mesmo as moscas pousadas nas mãos de um velho, em Issa, ou uma simples pimenta, em Bashô:

Bando de moscas –
Que gosto pode haver
Nestas mãos enrugadas?
Issa

Uma pimenta.
Colocai-lhe asas:
Uma libélula rubra.
Bashô



Paladares... Gostos... Alimentos... No Budismo, a atenção dirigida ao próprio sustento é importante, por ser a comida uma forma de praticar a não violência, de reverenciar o preceito do  ahi?s?, que preconiza não se cometer crueldades/atrocidades contra outros seres, portanto de praticar a compaixão; na “cozinha de devoção” (sh?jin ry?ri) japonesa, na cozinha budista (zh?icàie) chinesa, todos os atos anteriores, durante, e posteriores à refeição são igualmente significativos e relevantes. Há muitos koans contados a este respeito. Talvez o mais conhecido deles seja a de um monge que certa vez, na hora do café da manhã, veio até Joshu (japonês sagrado mestre em idade precoce, aos treze anos) e disse: – "Acabei de entrar neste mosteiro. Por favor, ensine-me." – "Você já tomou seu mingau de arroz?", perguntou Joshu. – "Já, sim", replicou o monge novato. – "Então é melhor lavar sua tigela", disse o mestre. Esta foi a primeira lição que o neófito recebeu no mosteiro – simples e objetiva, mas também repleta de sutilezas: a prática “vulgar” de lavar a louça, do desjejum ao famoso ritual do chá, reveste-se de transcendência: envolve, para além da limpeza (sua finalidade imediata), vários tipos de atividades perceptivas, tais como: a observação do tato em contato com diversas texturas, do entorno, a concentração no aqui-agora, a reflexão e valorização da nutrição, o agradecimento por ela, etc.. Ensina o Hexagrama 62 do “I Ching – Livro das Mutações” (texto clássico chinês anterior à dinastia Chou (1150-249 a.C.): “EXCEDENDO-SE SENDO PEQUENO se exerce influência. É conveniente insistir, mas só em assuntos restritos e não importantes. Um pássaro voando deixa sua mensagem: ‘não é apropriado subir, o certo é descer’; nesse caso haverá grandes benefícios!”. Viver, sem grandes pretensões, mas equilibrada e intensamente; voar o mais alto possível (sem chegar muito perto do sol se tiver asas de cera, como Ícaro), e saber quando pousar para descansar. Transpondo para nosso dia a dia ocidental: nenhuma tarefa é enfadonha em si mesma, nós é que a rotulamos como entediante.



A filosofia zen mergulha na prática de cada ato simples da vida para dela apreender o significado da existência em sua unidade. Paulo Leminski (amigo curitibano e companheiro da minha geração poética) escreveu em seu livro “Vida”: “Bashô elevou a prática cotidiana, no haicai, a um patamar altíssimo, a uma arte (haiku-dô). (...) Os pensamentos mais sutis revelam-se nas condições materiais. E a mais alta poesia, nas circunstâncias mais pedestres e corriqueiras. Assim, Bashô transformou uma prática de texto, uma produção verbal, em ‘caminho’ para o zen”.



Nesta dimensão, tendo Bashô e Issa como exemplos, esvazia-se o argumento pejorativo que amesquinha na poesia a relevância do debate das questões cotidianas, alijando-as da Estética – do estudo do belo em suas manifestações artísticas – e da Filosofia – investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real, segundo Platão, em direção ao entendimento do Holos: o todo. O “tema central do zen é a superação das dualidades. A dissolução dos maniqueísmos”; e a poesia alternativa da época rompeu com a visão separatista do que era ou não tematicamente adequado a ela, ao mesmo tempo fazendo emergir o microcosmo e transcendendo-o ao mostrar, implícita e sutilmente nas entrelinhas, que os gestos mais comuns e rotineiros podem ser celebrados enquanto fonte inesgotável de vivências plenas. Nesta mesma direção, eis o belo haicai de outro famoso escritor paranaense:

Montanha que brilha
a louça lavada
empilhada na pia
Domingos Pellegrini



A poesia da década de 1970 despertou uma práxis mais consciente e holística (com maior impacto ainda na escrita das mulheres), lidando com sentimentos, sensações e emoções não apenas como transbordamentos individualistas, intimistas, porém inserindo-os no contexto sociopolítico do nosso tempo. Como explana brilhantemente o ensaio leminskiano, “os sentimentos são históricos – não dá para abandoná-los no meio do caminho, rumo à trajetória das transformações sociais”.


Aprendemos na escola que, em poesia, palavras pertencentes à mesma categoria gramatical são classificadas como rimas pobres – no caso, pias e poesias. Seriam? Serão? Sejam ou não, parafraseando Oswald, peço contrita e fervorosa: dai-nos, Senhor, a poesia de cada dia dessas ricas rimas pobres!


Texto retirado do site: http://www.incomunidade.com/v83/art.php?art=250&fbclid=IwAR1MelhNcEs1mZzHEdq1F3cQQ4K1DfORvEu2qA6xwWgWZoVxoUnFV94RX3w





sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Poesia para mudar o mundo





Trinta e três poetas dispostos a mudar o mundo através da poesia.
Com grande sensibilidade, todos agregam valor ao planeta, mostrando que palavras poéticas, seduzem a humanidade para um bem maior.
Confiram no link: poesia para mudar
Vejam também em: Post Blog

Post Blog, mais um portal de Literatura





O portal de literatura Post Blog é mais um agregador de cultura que junto com o portal Blocos, disseminam condições para um mundo com mais informação e poesia.
Concursos literários, resenhas, notícias de cunho exclusivamente cultural, filmes clássicos, poesia, prosa, viagens, fotografia e etc.
Venha conhecer e participar com seus comentários e nos enviando material cultural. 
A sua participação é muito importante.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Nascimento do criador de Alice no País das Maravilhas!





Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll (Daresbury, 27 de janeiro de 1832— Guildford, 14 de Janeiro de 1898), foi um romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo, matemático e reverendo anglicano britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford. É autor do clássico livro Alice no País das Maravilhas, além de outros poemas escritos em estilo nonsense ao longo de sua carreira literária, que são considerados políticos, em função das fusões e da disposição espacial das palavras, como precursores da poesia de vanguarda.

Alice

Alice Liddell (foto) foi a inspiração de Carroll para criar Alice no País das Maravilhas.
A história de Alice no País das Maravilhas originou-se em 1862, quando Carroll fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10 anos na época) e as suas duas irmãs, sendo as três filhas do reitor da Christ Church. Ele começou a contar uma história que deu origem à atual, sobre uma menina chamada Alice que ia parar em um mundo fantástico após cair numa toca de um coelho. A Alice da vida real gostou tanto da história que pediu que Carroll a escrevesse.

Dodgson atendeu ao pedido e em 1864 surpreendeu-a com um manuscrito chamado Alice's Adventures Underground, ou As Aventuras de Alice Embaixo da Terra, em português. Mais tarde ele decidiu publicar o livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, notavelmente acrescentando as cenas do Gato de Cheshire e do Chapeleiro.

A tiragem inicial de dois mil exemplares de 1865 foi removida das prateleiras, devido a reclamações do ilustrador John Tenniel sobre a qualidade da impressão. A segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente, e a obra se tornou um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória e tendo sido traduzida para mais de 50 línguas.

Em 1998, a primeira impressão do livro (que fora rejeitada) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos.

Faleceu em Guildford em 14 de janeiro de 1898. Encontra-se sepultado no Cemitério de Guildford, Surrey na Inglaterra.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Aniversário do pai do Pequeno Príncipe


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Antoine de Saint-Exupéry, nascido em 29 de junho de 1900. Se vivo, estaria completando 117 anos!


Apaixonado pela mecânica, estudou no colégio jesuíta de Notre-Dame, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas, na Suíça, onde permanece até 1917. Em abril de 1921, inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval.

Em 17 de junho, obtém em Rabat, para onde fora mandado, o brevê de piloto civil. Em 1922, já é piloto militar brevetado, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, recomendado por amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade Latécoère de Aviação , onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar, na mesma equipe dos pioneiros Vacher, Mermoz, Guillaumet e outros.
A última tarefa de Saint-Exupéry foi recolher informação sobre os movimentos de tropas alemãs em torno do Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França. Em 31 de julho de 1944, ele partiu de uma base aérea na Córsega e não retornou. Uma mulher relatou ter visto um acidente de avião em torno de meio-dia de 1 de agosto perto da Baía de Carqueiranne, Toulon. Um corpo não identificável ​​usando cores francesas foi encontrado vários dias depois a leste do arquipélago Frioul ao sul de Marselha e enterrado em Carqueiranne em setembro.
O alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos tiros responsáveis pela queda do avião e disse ter lamentado a morte de Saint-Exupéry. Em 3 de novembro, em homenagem, recebeu as maiores honras do exército. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Seu corpo não foi encontrado.
As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França.
Destaca-se O Pequeno Príncipe (título no Brasil) ou O Principezinho (título em Portugal) de 1943, livro de grande sucesso de Saint-Exupéry.

Le Petit Prince pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem em busca de amigos, que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida.


O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro nos leva à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.

Leiam na íntegra: https://pt.wikipedia.org/wiki/Antoine_de_Saint-Exup%C3%A9ry

terça-feira, 27 de junho de 2017

Aniversário de Guimarães Rosa (109 anos)

       

                      Entrevista rara em Berlim (1962)




João Guimarães Rosa (Cordisburgo/MG, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro/RJ, 19 de novembro de 1967) foi um escritor, novelista, contista, diplomata e médico brasileiro, considerado por especialistas como o maior escritor brasileiro de todos os tempos, ao lado de Machado de Assis. Foi o segundo marido de Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, conhecida como "Anjo de Hamburgo".

Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais que, somados à erudição do autor, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.


Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 6 de agosto de 1963 , sendo o terceiro ocupante da cadeira nº02, que tem como Patrono Álvares de Azevedo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guimar%C3%A3es_Rosa

domingo, 14 de maio de 2017

Feliz Dia das Mães!



.::Layouteria Arte e Design::..: Feliz Dia das Mães!:

19 anos da morte de Frank Sinatra




Francis Albert "Frank" Sinatra (Hoboken, 12 de dezembro de 1915 — Los Angeles, 14 de maio de 1998 foi um cantor, ator, e produtor americano, amplamente considerado um dos mais populares e influentes artistas musicais do século 20.
Frank Sinatra era filho de dois imigrantes italianos: Natalia Garaventa, genovesa, mais conhecida como "Dolly", e Antonino Martino Sinatra. Siciliano, analfabeto e boxeador, o pai de Frank Sinatra imigrou para Nova York em 21 de dezembro de 1903, a bordo do Città di Millano SS, vindo juntamente com sua mãe, Rosa Sagliabeni e duas irmãs, Angela e Dorotea, o pai de Antonino, Francesco, avô paterno de Frank Sinatra, já estava em Nova York, trabalhando em uma fábrica de lápis.
Antonino (Anthony) e Dolly se casaram em 14 de fevereiro de 1914, e foram morar em Hoboken, na rua Monroe 415, onde tiveram seu único filho, Frank Sinatra.
Iniciando sua carreira musical na swing era com Harry James e Tommy Dorsey, Sinatra se tornou um artista solo de sucesso sem precendentes no início e meados dos anos 1940, assinando depois com a Columbia Records em 1943. Sendo um ídolo das "bobby boxers" (como eram conhecidas as jovens fãs de swing), ele lançou seu primeiro álbum, The Voice of Frank Sinatra em 1946. Sua carreira profissional estava parada no início da década de 1950, mas renasceu em 1953 ao vencer o Óscar de melhor ator secundário por sua performance em From Here to Eternity(br: A um passo da Eternidade).
Ele assinou com a Capitol Records em 1953 e lançou vários álbuns com aclamação crítica (como In the Wee Small Hours, Songs for Swingin' Lovers, Come Fly with Me, Only the Lonely e Nice 'n' Easy). Sinatra deixou a Capitol e formou sua própria gravadora, Reprise Records em 1961 (encontrando sucesso em álbuns como Ring-a-Ding-Ding!, Sinatra at the Sands e Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim), realizou tours internacionais, e foi um dos fundadores do Rat Pack, além de fraternizar com celebridades e homens de estado, incluindo John F. Kennedy. Sinatra completou 50 anos em 1965, gravou a retrospectiva September of My Years, estrelou no especial de TV ganhador do Emmy Frank Sinatra: A Man and His Music, e lançou hits como Strangers in the Night e My Way.
Com o baixo número de vendas de suas canções e após aparecer em vários filmes mal recebidos pela crítica, Sinatra aposentou-se pela primeira vez em 1971. Dois anos depois, porém, ele voltou e em 1973 gravou vários álbuns, alcançando um "Top 40" com New York, New York em 1980. Usando seus shows em Las Vegas como ponto de partida, ele realizou turnês nos Estados Unidos e internacionalmente, até pouco antes de sua morte em 1998.
Sinatra também forjou uma bem sucedida carreira como ator, vencendo um Óscar de melhor ator secundário, uma nomeação para Oscar de melhor ator por sua performance em The Man with the Golden Arm, e aclamação crítica por sua performance em The Manchurian Candidate. Ele também estrelou em musicais como High Society, Pal Joey, Guys and Dolls e Um Dia em Nova Iorque. Sinatra foi homenageado no Prêmio Kennedy em 1983 e recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade de Ronald Reagan em 1985 e a Medalha de Ouro do Congresso em 1997. Sinatra também recebeu 11 Grammy Awards, incluindo o Grammy Trustees Award, Grammy Legend Award e o Grammy Lifetime Achievement Award.
Foi casado com Nancy Barbato e posteriormente com as atrizes Ava Gardner e Mia Farrow, e com a socialite Barbara Marx, com quem terminou seus dias. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, uma por seu trabalho na música e outra por seu trabalho na TV norte-americana. É considerado um dos maiores intérpretes da música na década de 1950. Teve três filhos: Nancy Sinatra, Frank Sinatra Jr., e Tina Sinatra.
Sem nenhum treinamento formal, Sinatra desenvolveu estilo altamente sofisticado. Sua habilidade em criar uma longa e fluente linha musical sem pausas para respiração, sua manipulação de frases o fez chegar bem mais longe que o usual dos cantores populares.
Sinatra apareceu em mais de cinquenta filmes, entre eles: "Anchors Aweigh" (1945), "On The Town" (1949), "From Here To Eternity" (1953), com o qual ganhou o Oscar, "The Man with the Golden Arm" e "High Society" (ambos de 1956), "The Manchurian Candidate" (1962) e "The First Deadly Sin" (1980). Fez parte do chamado Rat Pack, grupo de artistas muito ativo entre meados da década de 1950 e 1960.
Seus principais sucessos são "Fly Me to the Moon", "My Way" e "New York, New York". Sinatra também cantou com o brasileiro Tom Jobim. Na oportunidade, "The Girl from Ipanema" brindou o grande encontro.
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_Sinatra