Concurso, Olavo Bilac, Francisco Absalão e Blocos



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Concurso literário

4º Concurso Cultural da Turma do Gabi ( Desenho infanto-juvenil - até 30/7)

REGULAMENTO: PARTICIPAÇÃO: Podem participar do concurso crianças de todo o Brasil com idade de 09 a 14 anos. TEMA: Faça um desenho em qualquer técnica (Tema Livre) em papel ofício (Colado em cartolina do mesmo tamanho) e envie para: Rua Pedro Gonçalves, 477, Jardim Pau Preto, CEP: 13.330-210, Indaiatuba, SP. Ou entregue direto na secretaria do Casarão Cultural. INSCRIÇÕES: Os trabalhos devem ser enviados até o dia 30 de junho de 2010.
Maiores infomções: http://www.turmadogabi.blogspot.com/. /(19) 3875-8383 ou 3834-6319



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Olavo Bilac

Rio Abaixo


Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga...
Quase noite. Ao sabor do curso lento
Da água, que as margens em redor alaga,
Seguimos. Curva os bambuais o vento.

Vivo, há pouco, de púrpura, sangrento,
Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga
A derradeira luz do firmamento...
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga.

Um silêncio tristíssimo por tudo
Se espalha. Mas a lua lentamente
Surge na fímbria do horizonte mudo:

E o seu reflexo pálido, embebido
Como um gládio de prata na corrente,
Rasga o seio do rio adormecido.






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Huvilo 

Francisco Absalão (Moçambique)



Corria o ano de 1840. Nas terras do velho Mbavala, o rei makonde, o sol caia vermelho colorindo o manto verde da floresta. Um grande grupo de guerreiros makondes de troncos nus e com as partes intimas cobertas de pedaços de pano encardido, adquirido nos comerciantes árabes e aventureiros swahil, acompanhavam atentamente, no terreiro da povoação, o discurso contagiante do rei Mbavala . Enquanto discursava, corria nas suas terras, de boca em boca, a surpreendente notícia de aproximação de um grupo Nguni que raptava homens e mulheres e cobrava coersivamente tributos às populações das povoações que ia atacando enquanto avançava em direcção ao extremo norte do actual território de Moçambique. O grupo pertencia a um outro grande grupo de guerreiros Nguni proveniente de Zwangendaba que, por volta de 1837, estivera no vale do Zambeze e em zonas limítrofes semeando terrores entre populações endefesas e mais tarde atravessou o Zambeze, perto de Cachomba, tendo uma boa parte se dirigido para Tambara e outra para o norte atraído pelas notícias de existência de um rendoso negócio de ouro, marfim e escravos.


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