Seis anos da morte de Hilda Hilst





Nascimento: 21 de abril de 1930
Natural: Jaú - SP -
Morte: 04 de fevereiro de 2004 


"Não cantei cotidianos. Só te cantei a ti
Pássaro-Poesia
E a paisagem limite: o fosso, o extremo
a convulsão do Homem.
Carrega-me contigo.
No Amanhã".

Hilda Hilst, in Amavisse I



AMAVOAR

Cotovias revoando para o sul,
rouxinóis dirgirindo para o norte...
andorinhas cruzando o céu azul,
urubus, em bando, caçando a sorte...

Era a decolagem Pássaro-Hilst,
que numa viagem longa embarcava...
Era o vôo da Borboleta-Hilda,
que rompia da crisálida e se libertava...

Colibris, pousados, formando o manto,
perdizes, em coro, piando o pranto,
canários, para a missa, emprestando o canto.

Poetas-orfãos de asas cortadas,
fazendo versos para a amiga alada.

Leva contigo, Pássaro-Poesia, aquela que te inventou,
mas conosco deixa o vôo que ela plantou.

Urhacy Faustino

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Ajuda-me a voar em tua
asa, Pássaro-Poesia
Quero ficar cada vez mais
leve e sem carga de atrapalhar
Torna-me uma vez mais
pássaro de outros ares
Quero ser menos humano
- mais com o jeito das aves

Fernando Tanajura Menezes

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