O homenageado da retrospectiva 2010: José Saramago

A perda de um pedaço da língua dos intelectuais: a morte de José Saramago

A Literatura começou a ficar um pouco mais apreensiva: morria José Saramago o escritor que escrevia como queria, que não aceitava jargões e nem imposições. Pensador e articulador, lutou pelos direitos humanos e assumiu suas verdades e as verdades de outros, defendeu. Era a voz da maioridade intelectual dos nossos tempos. Órfãos, os literatos esboçam um sorriso de máxima tristeza: não se pode conter a mão da morte, mesmo quando, quem ela vem buscar, é Saramago.
O mundo fica um pouco mais diminuto de esperança quando morre um pensador. As esferas ficam rombudas e as sínteses não se completam.
Quando um homem como Saramago, despede-se do planeta, algo despenca junto com ele. As palavras estão soltas, com poucas mãos para juntá-las...

Mônica Banderas

(José Saramago nasceu em Azinhaga, Golegã, Portugal em 16 de Novembro de 1922 e morreu em 18 de Junho de 2010 em Tias, Província de Lãs Palmas, Canárias, Espanha, aos 87 anos).
Para saber mais sobre Saramago, acesse: http://www.josesaramago.org/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Outono!

LITERATURA DE CORDEL: A MEMÓRIA DO SERTÃO EM FOLHETOS