Naquela mesa

 

Naquela mesa

Naquela mesa ele sentava sempre
e me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
e contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
que mais que seu filho
eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim

Agora resta uma mesa na sala
e hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim
Naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim

Letra e música de Sérgio Bittencourt

Naquela Mesa

(1970)

Autor: Sergio Bittencourt

Samba canção

Letra e música: Sérgio Bittencourt

Sérgio Bittencourt, filho de Jacob Bittencourt, o genial Jacob do Bandolim, levava consigo a dificílima tarefa de ser filho do grande gênio, o maior autor de choros do Brasil e um dos maiores tocadores de bandolim; muito mais jornalista que músico Sérgio conseguiu ter sucesso em ambas carreiras, embora como compositor tivesse feito poucas músicas, algumas de sucesso, mas evidentemente nada que se comparasse com o imenso sucesso do pai.

Como jornalista Sérgio trabalhou na "Última Hora " no Rio de Janeiro, em algumas revistas semanais e como comentarista e jurado de programas de televisão sempre ligado à música popular brasileira. Suas grandes composições musicais foram "Naquela mesa" seu maior sucesso em homenagem póstuma a seu pai, "Modinha" (Olho a rosa na janela, sonho um sonho pequenino, se eu pudesse ser menino...) e "Eu quero".

No dia em que Jacob completaria 60 anos se vivo fosse, o editor do Segundo Caderno do jornal Última Hora do Rio de Janeiro, Jesus Rocha encomendou a Sérgio Bittencourt que fizesse um depoimento sobre o pai. Foi um dos mais comoventes e lindos relatos da música popular brasileira, cujo trecho trancrevemos: "Tenho certeza e assumo: não sou nada, porque, de fato, não preciso ser. Me basta ter a certeza inabalável de que nasci do Amor, da Loucura, da Irrealidade e da Lucidez de um Gênio".

Dárcio Fragoso

http://www.paixaoeromance.com/70decada/naquela_mesa72/hnaquela_mesa.htm

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