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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Blocos!

Concursos literários, poesia e prosa de Rubens da Cunha

A Casa do SolCasa do Sol. Fim de tarde. O sol entra pelas janelas, delicado, como que se despedindo, toca as paredes, os móveis, os quadros, os pequenos e grandes objetos que um dia foram tocados por Hilda Hilst. Faz três dias que estou aqui, ficarei mais três, ambientando-me, abrindo livros, buscando pistas, estabelecendo um contato físico com esta Casa. Há anos leio e estudo Hilda Hilst, fiz de sua obra uma companheira diária, a Casa do Sol era pra mim uma personagem, uma ficção que se estendia por seus textos. “Se és poeta, entendes, Casa é ilha”, talvez por isso sempre considerei essa Casa um distanciamento, um espaço longínquo que se presentificava na sua escrita aterradora e sublime. Era uma casa em que a rotina era outra, não haveria por aqui vazamentos, entupimentos, pequenos reparos, cuidados que toda casa precisa. A Casa do Sol seria apenas o lugar onde o texto de Hilda Hilst se solarizava para poder solarizar seus leitores. Pela primeira vez entrei no mundo que Hilda criou …

Rogel Samuel, Rio de Janeiro, Mário de Andrade e Blocos

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O HAMLET DE KOZINTSEVMinha encomenda do DVD levou um ano para chegar. O filme é de 1964, foi lançado na primavera de 64, no fim da era Stalin e da nossa ditadura militar. Mas durante cerca de dez anos Grigori Kozintsev já vinha trabalhando nele. Nós o assistimos no Brasil, logo que saiu, afinal ganhou o Leão de Ouro do Festival de Veneza. Eu me lembro bem que ainda estava na Faculdade, na FNFi, pois Dr. Cleonice Berardinelli o comentou em sala de aula, salientando a dança quase mecânica de Ofélia. O filme só foi possível porque reuniu alguns dos gênios daquele tempo, como Pasternak e Shostakovich. A música de Shostakovich vale o filme, é uma obra belíssima, composta especialmente para a obra, ainda que alguns especialistas encontram ali semelhanças com suas duas sinfonias. Kozintsev disse que o filme não teria sido possível sem aquela música, que desempenhou um papel crucial neste filme, música que se balança entre solenidade e ansiedade. Kozintsev criou um Hamlet que diz “não a toda …

Keats, Clevane e Campêlo

Blocos, poesia e prosa!

Dia Internacional da Língua Materna

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Nascimento de Coelho Neto (1864, Caxias/Maranhão)Dia Internacional da Língua MaternaO português é a  língua oficial em 9 países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Princípe e Timor-Leste Frases da semana Manejar sabiamente uma língua é praticar uma espécie de feitiçaria evocatória - BaudelaireA linguagem é como uma pele: com ela eu contacto com os outros - BarthesLiteratura Poesia Temática gatos (Gatolândia/site de Leila): Flá Perez e Ricardo SilvestrinTemática vida: Anderson Braga HortaProsa Prosa poética: Denise Bello

Vida e morte…

Poesia, prosa, concursos e Nicolau Copérnico

Palavras em Blocos…

Rascunho de poeta da 1ª Guerra revela corte de versos polêmicos de poema

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Foi encontrado um rascunho de um dos mais célebres poemas antibelicistas de Siegfried Sassoon (1886-1967), poeta e capitão do Exército britânico, revelando que os versos mais controvertidos foram cortados e outros foram suavizados antes de o poema ser publicado. O manuscrito de "Atrocities" --que trata da matança brutal de prisioneiros alemães por soldados britânicos-- é acompanhado por uma carta inédita em que Sassoon fala do horror que sentiu ao descobrir que soldados de seu lado tinham cometido tais barbáries. George Charles Beresford/Reprodução O poeta e capitão do Exército britânico Siegfried Sassoon em foto de George Charles Beresford, em 1915 A versão original do poema inclui as frases "vocês são hábeis assassinos" e "sorver o sangue deles em sonhos vampirescos", deletadas mais tarde. Depois da descrição de prisioneiros "massacrados", na primeira estrofe, a segunda estrofe impressa prossegue: "Como você deu cabo deles...?". Mas,…

Alex Sens Fuziy vence Prêmio Governo Minas Gerais de Literatura

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Jovem escritor foi premiado na categoria jovem escritor com R$ 7 milEntusiasmo é o que não falta a Alex Sens Fuziy, de 24 anos, que acaba de receber o Prêmio Governo Minas Gerais de Literatura na categoria jovem escritor. Ele receberá bolsa mensal de R$ 7 mil para desenvolver o romance 'O frágil toque dos mutilados'. Francisco Maciel venceu na categoria contos, com o livro 'Não adianta morrer'; o paranaense Otto Leopoldo Winck ganhou o prêmio de poesia, com 'Desacordes'; e o romancista mineiro Rui Mourão foi contemplado pelo conjunto de sua obra. Nascido em Florianópolis, Alex mora em Lavras, no Sul do estado. Para ele, o prêmio representa atravessar um imenso portão de luz. “O que se desdobra e avança por detrás dele só o tempo e as páginas do livro dirão”, afirma. Revisor, tradutor e autor de dois volumes de contos já publicados, 'Exdrúxulas' e 'Trincada', o catarinense participou de sete coletâneas. Também colabora com sites e com as revista…

UM POETA SE FOI, A LUZ APAGA

A morte de Lêdo Ivo me abala. Tantos textos em tantos anos que li, estava acostumado com a sua existência. Durante a vida temos companheiros de leituras prediletas. Ele era para mim um daqueles poetas que o Brasil dispunha dignos de um Prêmio Nobel. Foi especialmente para mim que ao longo da vida o imitei. Na sua VÃ FEITIÇARIA eu sinto que para tê-la temos de inventá-la, a vida, a flor, o amor. É só no invento, na magia que a felicidade se nos vem com sua bênção, com o seu orvalho, a sua aurora. Se não soubermos inventar, a alegria seca, a flor não medra, o mundo é vão. Só a flor inventada, e por isso inexistente, pode ser autêntica testemunha da nossa ressurreição diária, da respiração da nossa aventura.  Porque todo amor é Narciso solitário à beira de seu lago em busca de si mesmo. Porque sem amor o mundo acaba, mesmo vivo, num sarcófago. Temos de ter o espelho mágico do viver, do ver, do encontrar, do imaginar, e de lá, de dentro do espelho, revelar a flor que nos constrói. É no es…

É Carnaval!!!

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"Confete pedacinho colorido de saudade/ ao te ver na fantasia que usei/
                                      confete confesso que chorei" - David NasserReceitas naturalistas para os dias de foliaPoesia Temática meses do ano: fevereiro, Mara Senna

Bishop

Marli Berg

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1 - Negócios / Autoajuda
Fruto de mais de dois anos de entrevistas com empreendedores das mais diversas áreas, que atingiram o sucesso por conta própria, A Educação dos Futuros Milionários (Leya) do americano Michael Ellsberg, que mantém um blog sobre empreendedorismo, desenvolvimento de carreira e educação no site Forbes.com, é um livro da maior importância para quem quer entender, de forma correta, o que significa educação, sucesso profissional e prosperidade. Segundo Ellsberg, o sucesso depende da iniciativa, inteligência prática e educação continuada, independentemente de se ter ou não uma faculdade. Ele entrevistou diversos empreendedores bem sucedidos, e dos depoimentos que tomou, extraiu 7 conselhos que são a chave para atingir o sucesso profissional. Partindo de histórias reais, Ellsberg mostra o Caminho trilhado por gente de sucesso, aponta seus erros e acertos, e enfatiza a importância de aprender na prática.Segundo ele, para ter êxito na carreira, é preciso, primeiro, ter um…

Aqui onde moro

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Aqui onde moro
quero-queros logo gritam
se alguém se aproxima.
A coruja à tarde observa
pra de noite começar.
Tartarugas no verão
primavera por que não?
Correm lépidas pra chuva
atrás de água pra beber
cantinho pra namorar.
Beija-flores nas grevilhas
russélias brancas, vermelhas
aguardam carinhos e beijos
enquanto ixoras sorriem
esperando sua vez.
Jasmins de todas as cores
com suas formas variadas
exalando olores diversos
perfumam o ar, dançam ao vento
trazem paz, doces alentos.
Jerivás e guarirobas
reais e imperiais
arecas e washingtônias
palmeiras aqui não faltam
pra brindar as helicônias.
Aqui onde moro me integro
entrego-me às plantas e aos bichos.
Mensageiros do vento tilintam
alertam pra chuva que vem
e pra que vai embora também.
Os bichos que aqui trafegam
não precisam de controle
seja em terra ou no ar...
Não se agridem como os homens
vivem em total sintonia.
Márcia Sanchez Luz*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

Cândido Portinari

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Biblioteca, poesia, prosa e atualidade

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Hilda Hilst…

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