1º de junho

 

 

 

Calçadão de Ipanema, 8h10. Manhã iluminada. Pouca gente caminhando. O grande jornalista e cronista Zuenir Ventura, habitual caminhador, vem em minha direção. Quando nos cruzamos digo-lhe o mesmo que já tinha dito ao meu porteiro: "feliz mês de junho". Entre surpreso e sorridente, Zuenir emite um "oh, obrigado, querida". E seguimos. Minutos depois sinto alguem tocar no meu ombro e uma voz (um tanto ofegante) dizer: — "tive de acelerar para alcançar você". Era o Zuenir, que ante a minha surpresa ("a que devo essa honra?") diz: — "hoje e meu aniversario e o seu foi o primeiro cumprimento que recebi". Feliz, comento que aprendi com minha mãe a sempre desejar um feliz mes a cada dia primeiro, e aproveito para lhe dar os parabéns, pedindo a Deus que o conserve sempre com essa lucidez e saúde. Ele me da dois beijos e eu sigo a caminhada saboreando esse presente, a flor rara da delicadeza de identificação entre irmãos que Deus nos concedeu nessa manhã de outono. Feliz aniversário, Zuenir, feliz mês de junho, amigos.

Liane dos Santos (*)

_________
(*) N.E.:
Desde março de 2004 a autora instituiu o Troféu O exercício das pequenas delicadezas. Leia mais a respeito clicando aqui. Esta crônica está, portanto, totalmente inserida no contexto da prática de vida da escritora.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Outono!

LITERATURA DE CORDEL: A MEMÓRIA DO SERTÃO EM FOLHETOS