DE REPENTE, O PAPA FRANCISCO

 

Vínhamos, dois velhos, andando pela calçada. E logo eu vi um grupo de jovens, vindo em nossa direção. E vieram. E chegaram, abrindo os braços, nos cumprimentaram, efusivos, mas em inglês.

E logo compreendi: era o Papa Francisco, chegando. Ou melhor, eram os meninos do Papa. Educados e alegres.

Hoje eles estão hoje por toda parte, neste Rio de Janeiro. Pena que esteja nublado, dia escuro e chuvoso.

Se brasileiros, trazem a bandeira pátria, como quem diz:

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...

Sim, ostentam as cores e a alegria do Brasil.

Mas há outros: falando diversas línguas, asiáticos, latinos, europeus.

Todos estão animados pelo espírito do Papa Francisco.

Mas o mais impressionante foi um menino magrinho, pequenino, que entretanto irradiava uma estranha potência, uma incompreensível força: estava envolto na bandeira do Vaticano!

Seja bem-vindo, Francisco!

                                                                                                          

                                                                                                  Rogel Samuel

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