Jasmim Amaral, por Glória Kirinus

 

No vôo da Gol, no dia 10 de novembro, com destino para Porto Alegre, conheci Jasmin Amaral, uma menina de 3 ou 4 anos. Viajava com o avô para um transplante de rim, num hospital de Porto Alegre (Santa Casa?) Jasmim não entendia das demoras que existem nessas ocasiões (espera para embarcar, para descer do avião, para esperar as malas, as caixas com os medicamentos, o aparelho de hemodiálise, nada disso) O avô entendia disso tudo e segurava o coração e as ideias em cada mão.
Peguei minha pequena bagagem antes e fui ao encontro do meu rumo. Prometi ao avô que rezaria pela Jasmim e que pediria a Deus pela saúde dela, como se eu tivesse alguma autoridade e intimidade com Deus.
_ Jasmim Amaral, Jasmim Amaral. O avô repetiu duas vezes e ficou aliviado.
Quem pensa que eu estive sozinha na Feira do Livro de Porto Alegre, não sabe que entre foto e foto, stand e stand de livros, abraços de amigos e leitores, esse nome virou prece para mim.
Hoje, domingo, uma pausa para as perguntas que fazem fila na minha cabeça. O que será da Jasmim e do seu avô? O que será de toda a família de Jasmim? Essas perguntas chamam outras perguntas, o que também é um qualidade de prece. Este domingo tem nome de flor e sobrenome que deriva do amor. E lá vou eu perfumando a casa e renovando o valor de cada coisa que me toca. Tudo é jasmim e tudo é amaral.

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