Todas as Manhãs

 

 flores Salomão

 

Todas as manhãs
canto pra subir
no passo a passo
nos sonhos
na firmeza
no porvir


Todas as manhãs
alimento esperanças
quem sabe alguma
alguma coisa seja


Todas as manhãs
grito por viver
clamo ao sol por mais justiça
abro o leque da solidariedade


Todas as manhãs
sou mais eu
sendo mais justo
em todas as medidas


Todas as manhãs
danço minhas manhas
abrindo as manhãs


                             Jorge Salomão

 

Jorge Salomão 1

Jorge Salomão pelas lentes de Mário Cravo Neto

 

 

Jorge Dias Salomão
3/11/1946 Jequié, BA

Poeta. Compositor. Diretor de teatro.
Irmão de Waly Salomão.
Estudou Ciências Sociais e Filosofia em Salvador, e ainda Teatro (direção), com Luiz Carlos Maciel, na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia.

Dirigiu várias peças teatrais em Salvador, entre as quais, “O macaco da vizinha”, de Joaquim Manuel de Macedo, “A boa alma de Setchuan”, de Bertold Brecht, e ainda vários shows musicais, entre os anos de 1967 e 1969.
Em 1969, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde marcou presença na cena cultural da cidade. Trabalhou na revista “Navilouca”, (...)

 

OBRAS

  • Azul Azulão (c/ Guto Goffi e Roberto Frejat)
  • Barraco (c/ Roberto Frejat)
  • Beijo no ar (c/ Joe Euthanazia)
  • Cabeça Divina (c/ Nico Rezende)
  • Cigana (c/ Nico Rezende)
  • Comendo Vidro (c/ Guto Goffi)
Discografia
  • (2007) Cru tecnológico (Jorge Salomão) • Peteca Produções

Informações do site: http://www.dicionariompb.com.br/jorge-salomao

 

Quem foi Mário Cravo Neto:

Mario Cravo Neto nasce em 20 de Abril de 1947 na cidade do Salvador, Bahia, onde no ano de 2009, em 09 de agosto, partiu para o lugar que estava reservado para ele no plano desconhecido da existencia, ainda que continue hoje a viver entre nós em espirito e o seu legado artistico continuará sendo sempre o trabalho de um dos grandes artistas contemporaneos. Leia mais sobre a obra do artista: http://www.cravoneto.com.br/po/biografia/biografia.htm

Comentários

Leila Míccolis disse…
Que ótimo ver Jorge Salomão por aqui, Mônica. Que sigamos o exemplo do poeta, dançando nossas manhas, todas as manhãs.

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