PATRÍCIA E A GENTE

 

Uma estrela bordou o azul
raio de luz no sereno
e eu gritava Patrícia! minhamiga Patrícia!
vemver vemver
raiou! vai pro infinito...
Patrícia ajeitava flor noturna
no caixão
(minha mãe ali dormia.)
Patricia inda teve na mão
a estrela da manhã.


O tempo fez sua mágica e
a gente já faz muita festa e
se bebe e se dança pras luas novas e
a gente canta canções do rádio.
Patrícia enfeita os doces
a gente inventa sabores.
Dias e noites são estrelas cadentes
num abrir de olhos se recriam.


(E a gente até que pensou
minha mãe esteve morta
enquanto uma estrela manhecia.)

Beatriz Escorcio Chacon

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