Dia do mágico



Tirar um coelho da cartola, fazer aparecer uma pomba, descobrir uma carta no baralho, tirar moedas de trás da orelha, serrar uma pessoa ao meio, fazer bolinhas aparecerem dentro da mão fechada. Tudo isso o mágico faz para entreter, divertir e iludir a platéia.
A arte de iludir já foi chamada de escapismo e cria ilusões que surpreendem, escapam à lógica e enganam os nossos sentidos, em geral a nossa visão. Por isso se diz que as mãos de um mágico devem ser mais rápidas que os olhos de quem está assistindo seu número.
No dia 31 de janeiro é comemorado o Dia do Mágico. A data é a da morte de São João Bosco, que, segundo a história, também era mágico - e foi escolhido para ser o padroeiro desses profissionais.
Se você pretende ser um mágico:

•Nunca explique como um truque é feito. O mistério é tudo. Se a platéia souber o segredo, perderá o interesse e o truque ficará sem graça.
•Antes de executar o truque, não diga o que você irá fazer. O elemento surpresa é fundamental para causar impacto. A platéia não saberá, antes da hora, em que prestar atenção.
•Evite repetir um truque para um mesmo espectador. Ele terá mais chances de perceber o que você está fazendo.
•Sempre pratique cada truque antes de apresentá-lo. De preferência, treine em frente a um espelho. Quando você se sentir seguro, estará pronto para enfrentar o público.
Truques que ficaram na história
O mais famoso profissional da arte de iludir de todos os tempos foi Harry Houdini. Tanto, que seu nome ainda é sinônimo de mágico. Começou a fazer truques com cartas de baralho e se apresentava em parques de diversão, nos Estados Unidos, no fim do século 19.
No início do século 20, ele viajou pelo mundo apresentando números nos quais se libertava, diante do público, de algemas, cordas, correntes e cadeados, fechado dentro de caixas ou tanques. Conseguia ficar vários minutos sem respirar dentro d'água e chegou a representar seus truques para o cinema.
David Copperfield, mais recentemente, popularizou a mágica ao se exibir em programas de auditório e de televisão. E quem não se lembra do polêmico Mister M, que revelava o segredo de seus truques, quebrando a regra de ouro dos mágicos?
Já o pai da mágica no Brasil é João Peixoto dos Santos, um mineiro da cidade de Formiga. Ele aprendeu a técnica com mágicos árabes que viajavam pelo país e aos dezenove anos foi estudar para se aperfeiçoar em Paris. Escreveu livros sobre essa arte, que foram traduzidos em diversas línguas.

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