PAISAGEM VISTA DA JANELA

 

Diante dos dados
Que um dia pertenceram a Mallarmé
De todos os lados
Dedilham bailados os teclados
Tocam a cada dia
Etrônica transformação
Na poesia lua nova se anuncia
E se cada vez mais navegar é preciso
Outro Lusíadas é o épico a cantar
Posto que hoje bem outro já é o mar
Ora direis
O céu nunca esteve tão perto de cada rosto
Para ver estrelas nem mais necessário erguer o pescoço
Ruindows ou não
Segurando a caveira do monitor na mão
Cada qual contempla a sua tela
Em informática solidão

Ricardo Alfaya

Comentários

Anônimo disse…
Valeu pela postagem do poema, Mônica. Um grande abc, Ricardo Alfaya.

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