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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Morte, por Pedro Bial

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Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.
Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada, estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.
Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e a perplexidade, que é mesmo o que causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro:
a morte por si só, é uma piada pronta.
A morte é ridícula.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário,
tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde...
MORRE.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu?
O livro que ficou pela metade?
O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER...
A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para…

ARMADILHA DO MITO

Reeditado, Guerreiros do Sol, de Frederico Pernambucano de Mello, desmonta teses como a da ‘face solidária' de LampiãoVárias circunstâncias favoreceram a divulgação da imagem romântica dos cangaceiros que infestaram o sertão nordestino no início do século 20. A sobrevivência no semiárido os forçava a usar trajes apropriados para sobreviver aos garranchos, carrapichos e espinhos da caatinga e esse costume, adotado hoje pelos artistas em cena, por exemplo, os diferenciava de bandidos comuns e lhes deu uma marca visual definida. A facilidade com que fugiam dos cercos policiais, ajudados pela topologia do terreno e da vegetação do sertão e também pela corrupção, lhes propiciava uma espécie de aura que funcionava quase como uma licença para delinquir. Esses grupos de bandoleiros surgiram numa região remota e sem lei na qual os coronéis latifundiários reinavam sem prestar contas ao Estado e em territórios sem estradas e difíceis de serem percorridos até mesmo por animais de montaria. De…

Morre Hebe Camargo

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Corpo de Hebe é velado em São Paulo


Apresentadora morreu na madrugada deste sábado, dia 29 Corpo da apresentadora Hebe Camargo chega para ser velado no Palácio dos BandeirantesNelson Antoine/Fotoarena/Folhapress Veja tambémConfira os selinhos que Hebe dava nos convidados Dilma diz que tinha Hebe como "uma amiga" Marta Suplicy lamenta morte de Hebe Mesquita: “Perdi meu ponto de referência” Começou pouco depois das 19h deste sábado, dia 29, o velório da apresentadora Hebe Camargo no Palácio dos Bandeirantes, localizado no bairro do Morumbi, em São Paulo.
Alguns minutos antes, o corpo da apresentadora havia deixado a casa onde ela morava, no mesmo bairro, em um carro funerário, que foi seguido por ampla cobertura da mídia.
Emoção dos famosos marca o velório; veja fotos
A primeira hora da cerimônia foi reservada aos parentes e amigos da artista, que morreu na madrugada, vítima de uma parada cardíaca.
O cantor Roberto Carlos foi o primeiro famoso a se despedir de Hebe e não conteve as…

Aniversário de morte de Machado de Assis

Blocos, poesia e prosa!

Dia do Cantor

Tributo IIIEles
Elis
não compreendem
a dignidade de um artista
interessam apenas pelas aparências
e querem te julgar com laudos médicos
Eles
Elis
não entendem a pessoa que idolatram
e apunhalam
redigem editoriais
promovem homenagens póstumas
missas de corpo ausente
Eles
Elis
não entendem o drama humano
tentarão roubar a leveza de tua alma
que tua cristalina voz ousar perpetuar.                  Flávio Machado20 anos sem Elis
(2002)

Heidegger, Hoffmann, Cunha e Rogel

Evento na ABL, nesta terça, com entrada franca!

Dia do idoso!

Neruda, Freud, Alphonsus e Alencar…

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PRIMAVERA, seja bem vinda!

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Dia da árvore!

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Blocos, poesia e prosa, sempre!

ABL em Blocos

Coluna trimensal de Marli Berg: Livros em Blocos comemora 9 anos de sucesso

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Crônica de Primavera

Estamos na primavera. É inacreditável, mas estamos na primavera. Não parece, os dias continuam feios, cinzas, sem graça. O calendário deve estar errado. Não pode ser. Estamos em plena estação das flores, do verde, da vida, mas um ar triste paira sobre as coisas. O sr. Prefeito tomou a providência anual de enfeitar com coroas de flores os monumentos da cidade; reconheço a boa, ótima intenção, mas o caso é que não convence, é artificial, está nos dizendo que é o primeiro dia da primavera e ninguém vê mudança nenhuma, o estado de espírito é de inverno, dominando, teimoso.
As praias começam a ser procuradas, é verdade, às vezes enchem-se de gente; mas o sol, indeciso, custa a aparecer e não tarda a ir-se embora; mas o vento frio vai e vem, a temperatura cambiante oferta à população o direito à gripe e à melancolia. As ruas exalam mau-cheiro, homens e crianças torcem os narizes; é mais um motivo para fazer cara feia; um constipado pode ser conveniente, evita o contato com o podre, que polu…

Dia do cliente

Dia do Cliente: "E se tudo que conhecemos for uma ilusão, e nada existe de verdade?
Nesse caso, acho que paguei demais pelo tapete da sala" - Woody Allen LiteraturaPoesiaTemática saudade: Nivaldo Menezes

Dia do Frevo!

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Mais um dia com poesia e prosa!

Blocos, poesia, literatura, ABL, frases…

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11 de setembro - Atentado Terrorista (2001) contra as Torres Gêmeas

Parabéns, Ferreira Gullar!

Dia do veterinário

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PRISCILA SENA Médica Veterinária do gatil da Suipa, especialista em Patologia Clínica de pequenos animais, Plantonista da Help Vet, autora e co-autora de trabalhos científicos publicados, entre eles: Diagnóstico de Tumor Venéreo Transmissível Cutâneo Canino através do Método de Punção por Agulha Fina; Determinação do Perfil Hematológico para Mico Leão Dourado, Livre de Patógenos Específicos na Reserva de Poço das Antas. Falecimento de Latuf Isaias Mucci (Belo Horizonte/MG, 2010)
LiteraturaPoesiaTemática mensal primavera: Marco Antonio de MenezesProsaColuna trimensal de Marli Berg: Livros em Blocos

Dia Mundial da Alfabetização: "Alfabetização e Conscientização", Paulo Freire

Filosofia e Problemática - Visão do Mundo (*) Acredita-se geralmente que sou autor deste estranho vocábulo “conscientização” por ser este o conceito central de minhas idéias sobre a educação. Na realidade, foi criado por uma equipe de professores do INSTITUTO SUPERIOR DE ESTUDOS BRASILEIROS por volta de 1964. Pode-se citar entre eles o filósofo Álvaro Pinto e o professor Guerreiro. Ao ouvir pela primeira vez a palavra conscientização, percebi imediatamente a profundidade de seu significado, porque estou absolutamente convencido de que a educação, como prática da liberdade, é um ato de conhecimento, uma aproximação crítica da realidade. Desde então, esta palavra forma parte de meu vocabulário. Mas foi Hélder Câmara quem se encarregou de difundi-la e traduzi-la para o inglês e para o francês. Uma das características do homem é que somente ele é homem. Somente ele é capaz de tomar distância frente ao mundo. Somente o homem pode distanciar-se do objeto para admirá-la. Objetivando ou adm…

7 de setembro: Dia da Pátria/Independência do Brasil

Leia textos de  Gonçalves de Magalhães, Dom Pedro II……………………………………. Sete de Setembro
dia da pátriadia de exorcizar os políticos
e reconstruir o futuro do brasil dia da pátria dia de cantar o hino nacional
e dormir em berço esplêndido
(como macunaíma). Linaldo Guedes
Do livro: Os zumbis também escutam blues e outros poemas, A União/Textoarte, 1998, João Pessoa/PB

PRÊMIOS E AGRURAS

Não é nada fácil ganhar prêmios literários. Concorrem a eles centenas, às vezes milhares de escritores e escrevinhadores. Seriam necessários dezenas de julgadores. Ou alguns anos, para que os três (quase sempre são apenas três) leitores lessem tudo. Assim, não há tempo para a leitura de todas as obras inscritas. Resultado: terminam ganhando os mais íntimos da sorte. Claro que a maioria não está incluída nesse rol. Suas obras não chegam a participar do jogo. São jogadas ao lixo antes do início do jogo. Uma seleção prévia - a leitura de um parágrafo, de duas ou três frases, versos - é o suficiente para que o julgador tenha idéia do valor da obra inteira. Mas não quero me alongar nessa história de leituras e sortes. Seria uma novela sem fim. Vou, pois, passar à fase seguinte do concurso: o recebimento dos prêmios. Para tanto, tenho a contar quatro historiazinhas das quais fui protagonista ou participante.
Primeira história: em 1990 participei do "XXII Concurso Nacional de Literatura…

Livros, poesia e prosa

ABL, poesia e prosa

Blocos, de volta no blog após um descanso!