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Mostrando postagens de Julho, 2013

DE REPENTE, O PAPA FRANCISCO

Vínhamos, dois velhos, andando pela calçada. E logo eu vi um grupo de jovens, vindo em nossa direção. E vieram. E chegaram, abrindo os braços, nos cumprimentaram, efusivos, mas em inglês. E logo compreendi: era o Papa Francisco, chegando. Ou melhor, eram os meninos do Papa. Educados e alegres. Hoje eles estão hoje por toda parte, neste Rio de Janeiro. Pena que esteja nublado, dia escuro e chuvoso. Se brasileiros, trazem a bandeira pátria, como quem diz: Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...Sim, ostentam as cores e a alegria do Brasil. Mas há outros: falando diversas línguas, asiáticos, latinos, europeus. Todos estão animados pelo espírito do Papa Francisco. Mas o mais impressionante foi um menino magrinho, pequenino, que entretanto irradiava uma estranha potência, uma incompreensível força: estava envolto na bandeira do Vaticano! Seja bem-vindo, Francisco! Rogel Samuel

BROTO DE BAMBU

algum canto segreto me arrasta pra dentro de ti, viola
os meus direitos de pessoa física independente. logo
eu que nem quero o coração assim cavalo bravo, potro
remoendo as rédias. mas você nem fica aflita
e finta sobre mim na certeza de já ter
visto o fim do combate. seu amor é coisa fina, é
cerâmica do Xingu, porcelana da China, broto de
bambu. quanto aos seus olhos, são os da serpente
quando tem fome.                                            Salgado Maranhão Do livro: "Punhos da Serpente", Achiamé,  1989, RJ

Retalhos de intimidades

Estou no precipício das palavras, no infinito inventar que inacaba e não basta. No mistério da estranheza familiar de Freud, aropelada por descalabros não meus. É uma frustração do distanciamento acelerado da origem, do destino, da natureza.

"Algo está me chateando. Acho que sou eu mesmo." (Dylan Thomas)
Quero árvores, lagos e terra; quero animais , sossego e desconhecer a serra: elétrica, tétrica, maléfica! Quero cavalos, porcos, galinhas e gatinhos, sem esquecer os cães e os passarinhos.
"Escrever não é nada mais que ter tempo de dizer: estou morrendo." (Gaëtan Picon)
Quero escrever sob o calor saudável, sem passar sundown 30, sobre a molecada desvirtualizada, desconectada do mal-estar eletrônico; observar os maribondos fazendo casinhas de barro no quadro pintado por minha vó, pensando ser árvore de verdade. Que espelho! Que imagem!
"A escrita sempre foi destituída de quaisquer referências caso contrário ela é... Ela ainda se acha como no primeiro dia. Selvagem…

Virgulino Ferreira, o Lampião

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Marli Berg, livros em Blocos

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Feliz dia dos Avós!!!

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Dia Nacional do Escritor

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Poesia e prosa no inverno!

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