Soneto de Antônio Diniz da Costa e Silva



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    Soneto

    Da bela mãe perdido Amor errava
    Pelos campos que corta o Tejo brando,
    E a todos quantos via suspirando
    Sem descanso por ela procurava.

    Os farpões lhe caíam da áurea aljava; 
    Mas ele de arco e setas não curando,
    Mil glórias prometia, soluçando,
    A quem à deusa o leve, que buscava.

    Quando Jónia que ali seu gado pasce, 
    Enxugando-lhe as lágrimas que chora,
    A Vénus lhe mostrar, se of'rece:

    Mas Amor  dando um voo à linda face 
    Beijando-a lhe tornou: "Gentil pastora,
    Quem os teus olhos vê, Vénus esquece".
                                                                 

    Antonio Diniz da Costa e Silva 
    Enviado por: Belvedere


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