Postagens

Mostrando postagens de Maio, 2012

Teatro, concursos, poesia e prosa

Thiago de Mello, faz aniversário!

Rogel Samuel, Marli Berg e outros…

Márcia Sanchez Luz, Feliz Aniversário!

Imagem

Dia Mundial da Mata Atlântica

Imagem

Colombina e Heidegger

Para ler…

Café, fotografia, ciganos e Mitologia

Imagem

Naquela mesa

Naquela mesa Naquela mesa ele sentava sempre
e me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
e contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
que mais que seu filho
eu fiquei seu fã Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim Agora resta uma mesa na sala
e hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim
Naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim Letra e música de Sérgio BittencourtNaquela Mesa (1970)Autor: Sergio BittencourtSamba cançãoLetra e música: Sérgio BittencourtSérgio Bittencourt, filho de Jacob Bittencourt, o genial Jacob do Bandolim, levava consigo a dificílima tarefa de ser filho do grande gênio, o maior autor de choros do Brasil e um dos maiores tocadores de bandolim; muito mais jorn…

Vidas…

Imagem

Frases, poesia, prosa e Vânia Moreira Diniz

Imagem

a jovem Y.

Imagem
Quando a jovem Y. perdeu a terceira criança, ainda no ventre, o velho W., seu dono, lhe disse que não teria quem cuidasse dela quando estivesse velha demais para trabalhar. o velho W. tinha muitos filhos, de modo que não se preocupava com o futuro. a jovem Y. desesperou-se e implorou ao velho W. que lhe fizesse outra criança. e ele fez, mas a criança, embora tenha nascido, era uma menina tão mirrada e doente que o velho W. disse à jovem Y., que, de seu útero doente, jamais nasceria um filho que crescesse o suficiente para ver o crepúsculo do dia. e sentindo-se desobrigado em relação à mãe e filha, mandou-as embora.
a jovem Y. andou por muito tempo em busca de trabalho, mas nada tendo conseguido, pediu abrigo à senhora O., a puta mais antiga da província de N., e na casa da senhora O., a jovem Y. ficou, oferecendo seu corpo de porcelana em troca de comida e teto. os homens da província de N. gostavam de se deitar com a jovem Y., porque, além de bonita, chilreava como passarinho. tamanh…

Aldisio e Mariza

Imagem

Prosa de Martha Medeiros e poesia de Lourdes Sarmento

Imagem
Você é...

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra. Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora. Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda. Você é a raiva de não ter alcançado, a i…

Coluna de Marli Berg com suas dicas literárias e etc...

Carlos Fuentes, nos deixou...

ABL, poesia, prosa e frases em Blocos

COPY DESK, O ANÔNIMO EDITOR DE TEXTO

Imagem
Fui copy a vida inteira. Chamava-se redator, uma função que sumiu na imprensa. Chegávamos mais tarde e saíamos por último, junto com o editor. Recebíamos os textos, copidescávamos, fazíamos o fechamento, como títulos, olhos, legendas etc. Hoje repórter faz tudo isso. A terceirização desses encargos liberava a reportagem da chatice de acertar o número exato de toques de um título sem cair no ramerrão muito comum hoje, de usar “diz que” ou verbos esdrúxulos como mirar (mira é curto, aparentemente resolve, mas fica estranho). Um bom copy é obrigatoriamente criativo, além de competente, e o primeiro a ler a matéria, o amigo dos leitores do jornal ou revista.
Os copys eram anônimos para o grande público, só conhecidos e valorizados no meio jornalístico. Chamavam um bom copy de “puta texto”, que extraía maravilhas de uma maçaroca de dados. Grandes copys ficam na História, como o legendário Miltainho, Mylton Severiano da Silva, que fazia dupla com repórteres antológicos como Hamilton Almeid…

Feliz dia das Mães!!!

Imagem
Dia das Mães  poesiaprosa

Dia da Abolição da escravatura (1888):  poesiaprosa
Dia do Trabalhador Rural, Patativa de AssaréNascimento de Murilo Mendes (1902, Juiz de Fora/MG)Nascimento de Lima Barreto (1881/RJ)



Mágica / TeatroA Magia do Riso, com Patrick, o Mágico, terá apresentação neste domingo, 
 às 15 horas, no SESC de Ramos.Entrada franca. Blocos recomenda este

Sapatos vermelhos

Imagem
Bem que eu sabia que aquela história acabaria mal. Não deu outra.
Ah! Meu sapatinho tão lindo, bico fino, verniz novinho...
Não sou egoísta, juro, porém, desagrada-me emprestar sapatos.
Julgo-os mais pessoais do que as próprias calcinhas.
E também gosto de sapatos impecáveis, que não indiciem uso frequente.
No entanto, naquele fim de tarde, Beatriz – olhos pidões – precisava de uns sapatos vermelhos...
Sem eles não se sentiria segura para bem impressionar um amigo que conheceria naquela noite.
– Como? Chama de amigo alguém que nem conhece?
– Conheço-o pela Internet, ainda não nos vimos pessoalmente.
Fiz um bico de desolação, que desmanchei imediatamente antes que ela o notasse.
– Que roupa usará? – perguntei ainda na esperança de fazê-la desistir do vermelho.
– Ora, vou com a saia preta, blusa vermelha. Bolsa, tenho boa.
– Será que meu sapato servirá? Olhe, creio mesmo que lhe fique pequeno...
– Dou um jeito, amiga! Se ficar apertado, não me fará mal, vou ficar sentada.
Ai, meu Santo…

Crônica de Maurício Cintrão e nascimento de Dalí, por Eliana Mora

Os chatos do engano
Não há limites para quem vive ao telefone. Depois do surgimento dos celulares, então, os incontinentes verbais alcançaram a glória. Já se escreveu muito sobre esses chatos. Falam durante as sessões de teatro ou cinema, brigam em voz alta no meio de restaurantes e lanchonetes, trocam intimidades nos corredores de shopping e banheiros públicos. De repente, é como se estivessem sozinhos. E quem estiver por perto que se lixe. Sua inconveniência chega a extremos quando ligam errado. Meu celular é campeão em receber chamadas por engano. Tenho um quase xará telefônico que é meu karma. Chama-se Toninho. Deve ser xará no número do telefone. É a única explicação que encontro. Trabalha em alguma transportadora. Anda, vira e mexe, ligam no meu aparelho procurando por ele. E não adianta dizer que é engano. Ligam de novo. E de novo, e de novo. E reclamam comigo sobre a encomenda que não chegou!!!! Desenvolvi uma técnica especial. Atendo. Perguntam pelo Toninho. Digo que este tel…

Rogel, Olinto Gerônimo e concurso literário!

As portas do FNFiA primeira pessoa que encontrei na porta da Faculdade foi Anísio Teixeira. Mas eu não sabia. O primo de meu pai, Gervásio, me levou até bem perto do prédio e lá fui eu, com 18 anos de idade. – Aqui é a Faculdade Nacional de Filosofia? – perguntei para aquele senhor mal-vestido, de óculos velhos de aros “de tartaruga”. Pensei que era o porteiro. Era Anísio Teixeira, conforme depois soube, meu professor de Filosofia da Educação. Ele me orientou, da porta, e eu fui inscrever-me no Vestibular, recém-chegado de Manaus. Não passei, naquele primeiro vestibular. No dia da prova de francês, estava com febre de 40 graus e D. Marcella Mortara me reprovou, ou melhor, inutilizou minha prova com um risco diagonal e escreveu como nota: “Ilegível”, e aplicou um zero. Sempre tive uma péssima letra. Até hoje. Eu devia ter estudado caligrafia, como se faziam os antigos. Por isso, estudei ali no Curso Vestibular da própria Faculdade, gratuito, por um ano. E foi bom. O curso era do Diretó…

Távola, concurso, poesia e prosa

Dia do artista plástico e outros etc…

"O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater" - Josh Billings

Imagem

Se vivo, Zanoto faria aniversário hoje…

Imagem
Zanoto, um grande amigo da literatura.Escritor mineiro, Presidente de honra vitalício da Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências (AVLAC), poeta - livros publicados: Emoçoes (1994), e Desejos (1995) -, porém gostava de ser mais conhecido como jornalista: no Correio do Sul, jornal de Varginha, assinava a coluna "Diversos Caminhos" desde 1950. Desde a década de 80 tinha coluna fixa em Blocos - Jornal Cultural (impresso) e, a partir de 2004, mantinha a coluna "Diversos Caminhos em Blocos", em Blocos Online, único site a tê-lo como colunista, uma vez que era resistente a escrever na Internet. Faleceu em 21 de janeiro de 2011. Suas crônicas têm estilo inconfundível, por nelas ele reunir opiniões, trechos de livros, vivências diárias e cartas, poemas, fragmentos e informações sobre todas as tendências literárias contemporâneas. Foi um dos maiores divulgadores literários do país, de todos os tempos.

Festa literária em Santa Teresa acontece neste fim de semana

Pelo quarto ano consecutivo, as ladeiras do tradicional bairro carioca de Santa Teresa, na região central dacidade do Rio de Janeiro, serão ocupadas por um megaevento de literatura, que unirá lançamentos de livros, debates e mesas-redondas a várias atividades artísticas. A edição 2012 da Festa Literária de Santa Teresa (Flist) promete atrair hoje (5) e amanhã (6) um público de 20 mil pessoas, segundo a estimativa dos organizadores do evento, promovido pelo Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat), com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura. Como nas edições anteriores, a Flist 2012 tem um homenageado, que desta vez é Joel Rufino dos Santos. Historiador, professor e escritor, com extensa obra publicada e já agraciado com o Prêmio Jabuti, ele é considerado uma das referências sobre cultura africana no Brasil. No ano passado, Joel Rufino esteve no evento como espectador, para o lançamento do que seria o último livro de Bartolomeu Campos de Queirós, homenageado da Flist 2011 e que mo…

NA MAZURKA

Morava num palácio -— estranha Babilônia
De arcadas colossais, de impávidos zimbórios,
Alcovas de damasco e torreões marmóreos,
Volutas primorais de arquitetura jônia.
Assim, quando surgia em meio aos peristilos
Descendo, qual mulher de Séfora, vaidosa,
Envolta em ouropéis, em sedas, luxuosa,
Cercam-na do belo os místicos sigilos!
E quando nos saraus, assim como um rainúnculo,
O lábio lhe tremia e o olhar, vivo carbúnculo,
Vibrava nos salões, como uma adaga turca,
Ou como o sol em cheio e rubro sobre o Bósforo,
— nos crânios os Homens sentiam ter mais fósforo...
Ao vê-la escultural no passo da Mazurka...
Cruz e Souza

Vidas que passaram e que deixaram saudades…

Programação cultural nos últimos dias de Bienal do Livro Amazonas

Imagem
Bienal do Livro conta com variedade de títulos e produtos (Evandro Seixas) A Bienal do Livro do Amazonas já recebeu mais de 100 mil pessoas e continua a receber mais visitantes até o próximo domingo (6), durante a programação cultural desta primeira edição. Além dos diversos de estandes de livros, a Bienal traz, também, conversas com autores, leituras de obras e até diversão para os pequenos. É só escolher o que mais agrada e curtir o mundo dos livros! Nesta sexta-feira (4), para o público infantil, as apresentações dos contos acontecem a partir das 11h. O espaço super movimentado vai ter “O sapo e a princesinha”, “Juca e a serpente do rio”, “Ananse e o baú de histórias” e “A casa do coelho”. Já às 19h30, a Literatura Amazonense contemporânea entra em pauta no “Tacacá Literário”. Allison Leão e Vera do Val falam sobre os motivos que levaram a alguns nomes literatura da região a fazer sucesso no País e no mundo. A programação de sábado começa com lançamentos de livros, a partir das 10h…

Noel Rosa, aniversário de morte

Dia do sol!

Imagem

Freire e Boal, estrelas mais que luminosas no céu da cultura!

Dia do Trabalho!

Imagem