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Mostrando postagens de Outubro, 2013

111 anos de Carlos Drummond de Andrade

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Dia das Bruxas

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A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcas das diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão"). A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando: Origem PagãA origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses …

Poesia, Selmo Vasconcelos. Prosa, José de Mattos

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VENHA SAUDADE
         VENHA SAUDADE
                   VENHA SAUDADE
ME MOLHARSelmo Vasconcellos
(Do livro: Resquícios Ponderados, João Scortecci, 1996, SP)O FANTASMA DA MÁQUINAEm meio a densa neblina o homem agita os braços para o par de faróis amarelos que se aproxima na penumbra. A máquina esbarrou obedecendo ao aceno; enquanto o guincho da fricção feria-lhe aos ouvidos – resfolegando rolos de fumaça.
O maquinista indagou-lhe com voz cavernosa sem virar-lhe o rosto coberto pelo capuz:
– Só ida?
– Só.
A locomotiva sapateou sobre os trilhos acomodando Blun ao banco com um solavanco; e a paisagem correu célere pela portinhola lateral, misturada ao nevoeiro que se tornava cada vez mais baço. O coração agitou-se comovido, e, a mão tremula apalpou o cantil no bolso interno do casaco; levando-o aos lábios e secando os respingos com o dorso da mão.
Mal porém viajou um quarto de horas, ouviu atrás de si um tropel reverberante de maneira terrível que irrompeu num lampejo estrondoso. Sentiu o calor d…

Extras do dia 30 de outubro

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Dia Nacional do Livro

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O VELHO E O MAR: A ETERNA BELEZA DE UMA OBRA-PRIMA

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Uma obra prima imortal, que vem encantando geração após geração, desde sua publicação, O Velho e o Mar (Bertrand Brasil) é uma reedição que alegra todos os fãs do autor, e, também, daqueles que o leram na juventude e, agora, querem que filhos e netos façam o mesmo, para que aprendam uma belíssima e imorredoura lição de vida. Prêmio Nobel de Literatura de 1954, o escritor americano Ernest Hemingway (1899-1961) é um dos maiores e mais importantes nomes da literatura mundial,  do século XX, e influenciou, fortemente, a literatura dos anos 1930 e 1940,
tanto por seu estilo, quanto pelo tema de seus romances.Em 1952, Hemingway publicou O Velho e o Mar,  considerado uma obra-prima  da prosa moderna e, sem dúvida, seu livro mais popular, o preferido dos leitores, que está sendo reeditado, no Brasil, pela Editora Bertrand Brasil. Best-seller em todo o mundo, e também no Brasil, o romance conta a história de um pescador que, depois de 84 dias sem apanhar um só peixe, acaba fisgando um de tama…

Soneto

Falecimento de Mário Faustino (1962,  Pachacana, Peru)Bronze e brasa na treva: diamantes
pingam
(vibram)
lapidam-se
(laceram)
luz sólida sol rijo ressonantes
nas arestas acesas: não vos deram,
calhaus
             (calhaus arfantes),
                                            outro leito
corrente onde roçar-vos e suaves
vossas faces tornardes vosso peito
conformar
               (como sino)
                                  como de aves
em brado rebentando em cachoeira
dois amantes precípites brilhando:
tições em selvoscura: salto!
                                           beira
de sudário ensopado abismos armando
amor
amor
amora
morte
      ramo
de outro fruta amargosa bala!
                                            e gamo. Mário Faustino Do livro: "A poesia piauiense no século XX", FCMC, Imago, 1995, PI/RJ

Darcy Ribeiro

Picasso!

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Prosa de Flavio Gimenez

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Acho que ser criança é ter uma janela para o Infinito. Quantas e quantas vezes não me olhei no espelho e ví nos inúmeros reflexos, senão nos túneis de luz propostos pelo outro espelho a permanencia de  minha vida e de meus outros eus? Certamente que não continuo aqui, senão como capricho, sendo que outros se foram e se aqui estiveram, foram de mim partes que me completavam, em infinitas eras. Lá adiante eu pude ver, aos meus onze anos, como seria aos cinquenta; em outra pedraria luminosa pude ver o que seria aos oitenta, talvez nem mais sendo sequer a sombra que me dissesse o que fui aos oito. Ah, aos oito, a descoberta do amor perfeito, a linda boca de Lucia, o sorriso perfeito de Telma, a sisudez de Marcia...Ah, isso foi aos oito? Ou aos dezoito? Mil reflexos de luz, em tons degradés de verde, nas águas do tempo que vivifica os sonhos...E a lua entrando em meu quarto numa noite solitária de Agosto, quase a completar Setembro... Realmente, não importa, porque (creio eu) o tempo não p…

O UNIVERSO VIRTUAL

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Em seguida, pois, tudo se faz, se fará, se fez online. Todos os canais estão, estarão online. Tudo se dará online. Lemos tudo, sabemos tudo, invadiremos tudo – online. Todos os nossos compositores, intérpretes estão estarão online. Os nossos textos, os nossos poemas, os nossos nome lá. Ouvimos música, vemos filmes, lemos romances online. A vida não será mais possível fora da web. Estaremos confinados nesse grande, imenso, imensurável universo virtual. Tudo que teremos, tudo que quisermos se abre na tela. Toda a nossa cultura, os nossos museus, os nossos medos, as nossas alegrias. Tudo, todo o prazer, o nosso corpo, as nossas emoções, as nossas memórias, os nossos sonhos. Vamos abandonar as ruas, encapsularmo-nos nos nossos quartos, nas mínimas celas de nossas individualidades. Jamais sairemos, jamais nos desconectaremos, estaremos dia e noite conectados, acordados no sentido de um acordo, interconectados com tudo e com todos, nos submundos onlines. O passado, o presente e o futuro est…

Beagles unidos jamais serão vencidos

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Meu coração vibrou com o resgate dos coitadinhos dos beagles, claro. Mas em seguida minha cabeça deu o alerta: No mundo inteiro esse tipo de ativismo direto, invasivo e causador de danos, infelizmente não tem dado certo. Sem maiores considerações filosóficas (por que é evidente que os animais não poderiam, nunca, serem submetidos ao capitalismo nojento da indústria farmacêutica), ações anteriores sempre resultaram na punição dos bem intencionados. Aqui e lá fora, a Lei fica do lado dos malvados e pronto. Como diz o ditado americano, é a economia, estúpido! Alguns cachorrinhos a menos para os bandidos que, em seguida, prosseguem suas experiências, lícitas mas imorais, até em maior escala. Talvez haja um jeito porém de fazermos desse limão azedo uma limonada bem grande e doce que refresque a barra dos nossos indefesos amiguinhos de quatro patinhas: O boicote de todos os produtos experimentados naqueles campos de concentração tipo Royal. Se todos nós, os bípedes humanos conscientes da gr…

NÓS, HUMANOS

Eu não tenho bichos de estimação. Nada contra, simples opção. Mas tenho um beagle, pequenino e que usa óculos. Ele é de pelúcia e chama-se Bartolomeu. Não posso negar que fiquei feliz com a ação contra os testes com cobaias vivas, no caso, os cães da raça beagle. Admiro as pessoas que amam os animais, sejam quais forem, que se dedicam, sofrem e lutam por eles. Acho belíssima a profissão de veterinário. As campanhas em prol do bem estar dos animais me emocionam, confesso. Abomino as depredações, vandalismos, mas sei que não fazem parte de quem estava agindo por amor. Num mundo de tanta indiferença entre os seres humanos, onde vemos diariamente tantos ataques, nos mais variados pontos do planeta, contra nossa própria raça, às vezes dá a impressão que perdemos nossa humanidade. Em muitos casos, de tanto sofrer ataques dos nossos próprios irmãos de raça, nos tornamos frios e até indiferentes diante do sofrimento alheio. De tanto assistir a dor de nossos semelhantes, conterrâneos ou até vi…

ABL em Blocos

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Maria Helena Latini

CALEIDOSCÓPIOA tarde era a tarde,
mais uma.
De repente o baque
A paisagem estilhaçada
na moldura da janela
Vitral de igreja
O menino com cara de susto
era um anjo
— torto.                           Maria Helena LatiniDo livro: Roteiros de Vida, Ed. Achiamé, 1991, RJ

Dia da Democracia

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Arthur Rimbaud

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