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Mostrando postagens de Março, 2012

Aniversários, prosas e crônicas

AS SEIS CADEIRAS

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Estou sentada no mesmo lugar, ou seja, na minha cadeira de pensar que, na verdade, é uma poltrona. Sinto-me como se aguardasse algo que não sei do que se trata, mas que é importante. Estou certa de que o inusitado está por acontecer.
            À frente uma extensa mesa, com uma jarra de porcelana ao centro, seis cadeiras vazias e uma paz diferente invadindo o lugar.
            Por uma porta lateral, uma pessoa adentra, vestida de uma túnica acetinada, um capuz que esconde os cabelos e parte do rosto, não me permitindo, num relance, identificar o seu sexo.
            Caminha alguns passos, surge a segunda, a terceira até o número fechar em seis, todas portando roupas semelhantes, porém exibindo nuances de azul do mais escuro ao mais leve. Tomaram seus assentos à mesa, sem titubeios, como se o lugar de cada uma estivesse previamente demarcado. Não se entreolharam e não abriram a boca.
            O que se sentara na primeira cadeira à direita estendeu o braço …

A morte de Millôr Fernandes e suas frases maravilhosas...

Nota de falecimento: Millôr Fernandes (dia 27). Morreu na noite dessa terça-feira, dia 27, no Rio de Janeiro, o escritor carioca Millôr Fernandes. Ele tinha 87 anos e teve falência múltipla de órgãos em sua casa. 
Segundo o jornalista da Band Ricardo Boechat, que conversou com o filho de Millôr, Ivan Fernandes, o corpo do escritor permanecerá hoje em uma funerária e será velado nesta quinta-feira, dia 29, a partir das 10h, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária da capital. Em seguida, às 15 h, o corpo será cremado.

Veja imagens da trajetória de Millôr Fernandes

Em 2011, o escritor foi internado duas vezes na Casa de Saúde São José, também no Rio, mas os motivos da internação não foram divulgados.
Em entrevista ao canal GloboNews na manhã de hoje, o jornalista Zuenir Ventura lamentou a morte do amigo. "É realmente uma perda. A perda de um gênio. É uma perda para o jornalismo, para o teatro, para a literatura, porque o Millôr fazia tudo", afirmou.��…

venham poemas

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venham, poemas, líricos, idos, tidos
desusados
venham das gavetas das estantes do passado
venham a mim
todos
esquecidos não lidos poemas das bibliotecas
em milhares em milhões de seus versos
suas muitas vozes muitas rimas e
imagens
eu os amo, poemas perdidos
eu os amo
e poderia lê-los todos
se me dessem tempo de vida
todos
me esperam em fila nas bibliotecas velhas
nos seus esquifes-livros
finalmente fechados
quem os lerá?
quem saberá?
venham a mim, venham
de todas as partes
em todas as línguas
com todas as suas finas rimas                                         Rogel Samuel

Palhaços, teatros, atores, poesia e prosa!

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E...Rubens da Cunha

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Falecimento de Roland Barthes (1980, Paris/França)Frases da semana"A verdade existe. Só a mentira pode ser inventada" - George Braque"Nunca perguntarão ao vitorioso se ele contou a verdade"
"Quanto maior a mentira, maior a chance de todos acreditarem nela" - Hitler
"Há momentos em que calar é mentir” - Miguel de UnamunoBiblioteca Virtual BlocosEspaço de divulgação de livros e jornais que recebemos pelo CorreioLiteraturaPoesiaTemática mensal poetas/poesia: Rogel SamuelA palavra palavraNada existe fora da linguagem. Usamos a linguagem para explicar, entender, descrever, sentir. De uma forma ou de outra tudo sempre acaba se tornando palavra. É nosso jeito de estar no mundo, de ser o mundo.A palavra “palavra” vem do grego parabolé, transformada no latim em parábola. Aquela mesma tão comum aos cristãos, já que Jesus falou muito através delas. A palavra acompanha a humanidade desde sempre, são milhares em cada idioma, vão se perdendo, se transformando,…

Itinerário de uma viagem à Alemanha

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Bruxelas, 26 de agosto de 1856
Caro filho e irmãos do meu coração,          O mês de agosto, que (sabem vocês) é tão funesto à minha felicidade, pela tríplice perda que imprimiu em minha existência, começou este ano mais triste e doloroso do que nunca. O coração confrangido, o espírito sempre abtido pela dilacerante recordação da morte da melhor das mães, eu via aproximar-se o primeiro aniversário do dia que a roubou à minha ternura.
          Vocês haviam pensado que Paris exerceria em mim sua costumeira magia. Pois bem, revi-a com indiferença; tornou-se-me monótona e quase insuportável, à medida que o triste aniversário se avizinhava. O abalo cruel que sacudiu todo o meu ser moral mantém-me ainda incapaz de apreciar, como outrora, a vida intelectual de que se frui nesta Atenas moderna.
          Era-me necessário percorrer novos países, nele haurir novas impressões, sob um horizonte mais amplo, em atmosfera mais livre e, conseqüentemente, mais consentâneas com minhas preferências. Impo…

24 de março de 1905: Morre Julio Verne, o pai da ficção moderna

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24/03/2012 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano"Traz-nos o telégrafo a notícia de que faleceu em Amiens o conhecido romancista Julio Verne. Quem há dentre nós que não deva ao imaginoso escritor muitas horas de sonhos e maravilhas?
Trazendo no espírito o amor do desconhecido e das aventuras arrejadas, todavia limitou-se a efetua-las, dentro das paredes do seu gabinetes, na calma e no isolamento dos sonhadores". Julio Verne nasceu na cidade francesa de Nantes. Iniciou estudos de Direito em Paris, mas desistiu de ser advogado para escrever peças teatrais. Apesar de ter produzido algumas obras como Amizade Perdida(1850), como dramaturgo, o sucesso só chegaria treze anos depois. A publicação de Cinco Semanas num Balão (1863) seria o início de seu êxito como romancista de aventuras. A obra, primeira da série Voyages Extraordinaires, apresentava o relato de uma viagem aérea sobre regiões desconhecidas da África Central. Nos anos seguintes, lançaria Viagem ao Centro da Terra (1864), …

Adeus a Chico Anysio, o humor versátil que veio de Maranguape

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Chico Anysio, 80 anos, estava internado desde o dia 22 de dezembro, após uma infecção no aparelho digestivo. Posteriormente diagnosticado também com pneumonia, em 14 de janeiro foi submetido a uma laparotomia exploradora, e durante o procedimento, retirou-se um segmento do intestino delgado para exames. Desde então, permaneceu em tratamento até falecer nesta sexta-feira, 23 de março de 2012, em decorrência de falência múltipla de órgãos, chegando ao fim a luta do humorista pela vida.
Casado seis vezes, Chico deixa viúva a empresária Malga de Paula, oito filhos, uma filha e nove netos.O cearense de Maranguape Francisco Anísio de Oliveira Paula Filho nasceu no dia 12 de abril de 1931. Na família, todo mundo o chamava de Oliveirinha. Por causa do pai. Coube ao seu talento consagrá-lo simplesmente como Chico Anysio.
Caçula por sete anos (até a chegada de Zelito), dizia nunca ter tido nenhum privilégio especial por isso. Era levado, e conforme as regras da época, apanhou muito. Mas nada que …

CARICATURAS REAIS - Um Vizinho Original

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Eu tive um vizinho original. Era magro, comprido, poeta e tísico, tudo em grande dose. Poeta da velha idolatria das brisas, tísico do terceiro grau. Quem o visse, à rua, enfiado no velho croisé como num tubo, espirrando para baixo as mirradas canelas, para cima, um pescoço de garça, nodoso e interminável, frágil apoio da cabecinha viva e inquieta, projetada para a frente, com o longo cavaignac de poucos cabelos e os olhos fúlgidos arregalados, quem o encontrasse hesitaria em tomá-lo por um oficial de justiça, por causa do olhar extraordinário, e ver-se-ia reduzido a não formar opinião sobre aquele estranho transeunte, malvestido, delgado, célere, como se tivesse medo de chamar atenção, fugitivo, quase fantástico. O nosso poeta tinha uma filha moça, digna filha! Alta como o pai, como ele magra, alvíssima, talvez tuberculosa, provavelmente poetisa. Representava os restos de uns amores do poeta que deram em casamento, de um casamento que dera em droga. Vivia das esperanças fugazes de…

Dia Mundial da Poesia

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A moça que não lia

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A moça que não lê senta-se na beira da cama e disca um número que está ocupado. Coça nervosa a cabeça, acaricia o queixo, esfrega os olhos. Estende-se. A cabeça ruiva artificial afunda o travesseiro de penas. Ao lado, o pai idoso a chama. Finge não ouvir, depois vai, quase imediatamente arrependida, o coração aos saltos, atendê-lo. Morre de medo que morra, pois já se pegou dezenas de vezes imaginando como será sua vida após a morte do ancião. E, algumas vezes, percebe que a liberdade a atrai, qual a luz a atrair uma falena. Assusta-se com tais pensamentos e se recrimina. Como iria viver sem o pai? Uma prisão, o sobrado antigo, cheio de tapetes e cortinas pesadas, das quais a mãe gostava e que teme retirar para não contrariá-lo. Ele deseja que ali tudo fique igual ao tempo em que a esposa, Mariana, era viva. Adélia sufoca, rumoreja: é altamente alérgica a ácaros, disse o alergista.
– “Você precisa de um ambiente asséptico”, sentencia
Ela não ousa dizer-lhe que não ousa fazer nada, nada d…

Diário de uma Gordinha

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Na Segunda-feira eu começo minha dieta sem falta.
Ontem o Rodrigo me ligou. Fiquei ansiosa e comi uma caixa de bombom. Acho que estou apaixonada por ele. Sei lá, porque ele me lembra Brad Pitt, Jude Law, Henri Castelli. Talvez por isso eu seja louca por Serenata de amor. 02h00min - Eu acordada, pensando na vida. Entro na internet. Caio na rede, sozinha no meu quarto e nua. Meu nick é maior abandonada do Leblon . Eu quero um homem, eu preciso de um homem, necessito de um macho. Meu corpo pede um homem, minha pele quer um cheiro masculino. 03h00min . Não consigo ninguém na internet, vou à cozinha e devoro um pedaço de torta de limão. Hoje é sábado e o Rodrigo ainda não me ligou tô mal, muito mal. Vou fazer brigadeiro. À tarde fui ao salão, fiquei boba ao encontrar a Julita, neta da dona Judite. Meu Deus! Que garota feia, magrela, branca, puro osso. Sou mais eu! Domingo , Ouvi Adriana Calcanhotto o dia inteiro. Esse vazio que há dentro de mim, essa solidão que me corrói,ouço música penso no R…

CERIMÔNIA DE PASSAGEM

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“a zebra feriu-se na pedra
                                    a pedra produziu lume”a rapariga provou o sangue
o sangue deu fruto a mulher semeou o campo
o campo amadureceu o vinho o homem bebeu o vinho
o vinho cresceu o canto o velho começou o círculo
o círculo fechou o princípio                            “a zebra feriu-se na pedra
                             a pedra produziu lume”                                                                       Ana Paula TavaresDo livro: "Ritos de Passagem", Cadernos Lavra e Oficina, 1985

Triste Bahia

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Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante. A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante. Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote. Oh se quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!                 Gregório de MattosDo livro "História concisa da Literatura Brasileira", de Alfredo Bosi, Editora Cultrix, 1994, SP. Enviado por: Leninha

Professores e poetas…

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o poeta e o relógioos bicos das manhãs
à espera do poeta
o ofício exercido de unhas
à espera do poeta a rua entreaberta de vespas
à espera do poeta O sol-pôr líquido de nuvens
à espera do poeta a lua embriagada de amores
à espera do poeta : canções o poeta espera o silêncio
o relógio vigia os homens Merivaldo PinheiroDo livro: Caminhos de poe(a)mar, Ed. autor, 2007, RJ ………………………………………………………….CARTA DE UM PROFESSOR (*) Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS) Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio.   Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir à aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para  “fazer uma social”.  Para rever os conhecidos.
Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar …

Prosa de Fabrício Carpinejar e outros etc…

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AS MEIAS VERMELHAS DO MEU TIO-AVÔEscrevi sobre o padre Nejar e recebi inúmeras confidências dos leitores.
Agora, sim, acho que o conheço bem. Conhecemos uma biografia quando desfrutamos de informações suficientes para mentir a seu respeito.
Já poderia, portanto, mentir sobre Alberto Nejar, meu tio-avô, mas desejo expor uma verdade.
A verdade sempre me seduziu mais do que a mentira. A mentira impressiona, a verdade emociona.
Alberto Nejar era monsenhor da Igreja São Geraldo.
Passou a vida esperando ser bispo, pois estava a um passo da recompensa profissional. Tratava-se da próxima escala; natural, previsível. Assim como depois de um capitão vem a estrela de major, assim como depois de um capitão-tenente vem a cruz bordada de capitão de corveta.
Alberto aguardava assumir o ruivo do solidéu, o rubro da batina. Ansiava pelo reconhecimento do trabalho comunitário, da evangelização dos jovens pelo esporte, das campanhas de agasalho e acampamentos no Interior.
O que me entristece é que ele, tão cer…

Casa velha, coisas velhas

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Numa noite quente qualquer, o futuro escritor escrevia um dos seus primeiros contos. Sentava-se à mesa de jantar numa sala do casarão talvez já centenário na ocasião. Como ainda era apenas projeto de ficcionista, não tinha espaço próprio na casa velha: era, ainda, um escritor sem escritório. Mas já tinha de seu uma biblioteca. Modesta e bem sortida, uma biblioteca para chamar de sua. Os livros integravam-se ao ambiente, de meio a vasos, enfeites, crianças, fotografias e, claro, móveis e louças. Animais não eram admitidos no interior da residência.
A casa fora construída junto à calçada, como era hábito na época da sua ereção (consulte antes o dicionário, por obséquio, quem pretender esboçar um sorriso malicioso, aqui inconveniente), com porta e janelas debruçando-se sobre os passantes que traziam notícias e levavam informações. Dessas aberturas — ponto estratégico — controlava-se a entrada e saída de gentes, cavalos e veículos que procuravam a praça central da cidade. Para trás, virado…

Dia Nacional do poeta

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Nascimento de Cacaso (Antonio Carlos de Brito)

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Uberaba/MG, 13/3/1944 - RJ, 27/12/1987. Professor universitário, letrista. Cacaso muda-se aos 11 anos para o Rio de Janeiro, onde estuda Filosofia e, nas décadas de 1960 e 1970, leciona Teoria da Literatura e Literatura Brasileira na PUC-RJ. Colaborador regular de revistas e jornais, como Opinião e Movimento. Como poeta estreou em 1967 com A Palavra Cerzida, livro que foi recebido com entusiasmo pelo crítico José Guilherme Merquior. Em 1974, lança Grupo Escolar (mostrando um poeta em busca de novos caminhos, pela Coleção Frenesi. Cacaso une-se então a outros poetas, como Eudoro Augusto, Carlos Saldanha e Chacal, formando a coleção Vida de Artista, pela qual lançou Segunda Classe, 1975 (em parceria com Luiz Olavo Fontes) e Beijo na boca (1975). É um dos "26 poetas hoje", org. Heloísa Buarque de Hollanda (1976). Vieram depois: Na Corda bamba (1978), Mar de mineiro (1982) e Beijo na boca e outros poemas que reunia toda obra até 1985. Boa parte de sua produção poética está em Nã…

Frases, refelxões, poesia, prosa, Ribeiro Couto…

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Octávio Ianni por Rogel Samuel

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Foto: Antoninho Perri/Neldo Eu soube em 2004 do falecimento de Octávio Ianni por meio de telefonema de Renan Freitas Pinto. Renan foi seu aluno e amigo. Escreveu uma tese sobre Florestan Fernandes, que deve ser publicada. Orientada por Ianni.
           Creio que fui um dos primeiros a anunciar a perda. E um dos poucos. Até o momento em que escrevo, não li nada escrito na grande imprensa a respeito. No dia que anunciei, dois dias depois da morte, não encontrei nenhuma notícia que me confirmasse o fato. Temi estar divulgando uma notícia errada, uma mentira. Tive vontade de telefonar de novo para o Renan, pedindo maiores detalhes.
            No dia seguinte, encontrei uma notícia. No site do MST, o Movimento dos sem Terra. Aí compreendi tudo. Um muro de silêncio cercou o caso.
            Logo após li notícia vinda de Cuba (!), de Havana, a 5 de abril. De um jornal de lá. O título dizia: "Morre um dos maiores sociólogos brasileiros".
           Curioso como o obituário é revelado…

Um sábado animado!

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Que o sábado seja animado e o domingo mais ainda!Bom final de semana!!!

Blocos, poesia e prosa

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Bukowsky, Russowsky e Prosa de Rubens da Cunha

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Dia Internacional da Mulher em Blocos

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Pintura: Matisseem poesiaAntecipação de ElianeNo princípio era um sorriso
uma flor
e era luz e poesia de um instante No princípio era o pássaro
talvez sonho, talvez brisa
talvez lembrança do nadaNo princípio era seu nome
uma promessa Antes de ser
passou pelo momento esperado
antecipou-se a si mesmaEliane tirou o sentido da
palavra véspera
Mauro Sallese em prosaUm Mundo de MulheresÉramos uma idéia e um caminho. Éramos contraditórias e confusas. Éramos mãe, esposa e dona-de-casa. Hoje somos muito mais... Minha bisavó era mulher. Minha avó, também. Mamãe era mulher. Muitas irmãs dela, também. Minha irmã é mulher e tem uma filha que é mulher. Outras sobrinhas são mulheres. Minha dentista é mulher. A pneumologista, a advogada e a dermatologista são mulheres. Minha melhor amiga é mulher. Aquela que pintou o quadro é mulher, que cantou aquela música, também. Minha primeira professora era mulher. Somos aquelas que fazem a história e somos espirituais. Somos aquelas que comungam as mesmas idéias e sonh…

Passagens, poesia, prosa, abaixo-assinado e Marli Berg

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Falecimento de Juvenal Galeno (1931, Fortaleza/CE)LiteraturaPoesiaTemática artes irmãs: Salgado MaranhãoTemática Vida!: Pedro MacielProsaColuna de Marli Berg: "Livros em Blocos"Temática mensal: poesia/poeta, Octávio PazSite de Leila MíccolisColuna quinzenal de Vânia Moreira DinizCachorrada: foto de Luka, um cachorrinho superstarAbaixo-assinado para criação de hospitais veterinários públicos, assine e divulgue1. Mulher na História/ BiografiaUma mulher fascinante, um ícone do século XVIII, a inglesa Georgiana, Duquesa de Devonshire, foi patronesse das artes, romancista e escritora, cientista amadora e musicista, além de ter atuado com força no mundo político. Em Georgiana, Duquesa de Devonshire (Objetiva) da autora inglesa Amanda Foreman, entramos em contato com uma mulher fascinante, que amava homens e mulheres, e viveu um ménage a trois com o marido e a melhor amiga, lady Elizabeth Foster (também amante do Duque), sendo que, em meio a esta relação erótica a três,  ambas tive…

Informações, poesia e prosa

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125º aniversário de Villa-Lobos

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Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 5 de março de 1887 – Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959) foi um maestro e compositor brasileiro. Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista, ao qual incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas. Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, foi desde cedo incentivado aos estudos, pois sua mãe queria vê-lo médico. No entanto, Raul Villa-Lobos, pai do compositor, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador, deu-lhe instrução musical e adaptou uma viola para que o pequeno Heitor iniciasse seus estudos de violoncelo. Aos 12 anos, órfão de pai, Villa-Lobos passou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes; paralelamente, interessou-se pela intensa musicalidade dos "chorões", representantes da melhor músic…

Aniversário de morte de Antonin Artaud

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Antonin Artaud – Marselha, 04/09/1896 – Ivry-sur-Seine, 04/03/1948. Poeta e dramaturgo francês. Desde jovem sofreu perturbações mentais, vivendo temporadas recluso em casas de saúde. Em 1920 estabeleceu-se em Paris, colaborando em várias revistas do movimento surrealista, onde se tornou amigo de André Breton. Em 1926 fundou o teatro Alfred Jarry, no qual foram representadas obras de vanguarda. O fracasso desse empreendimento levou-o a transferir-se para o México, onde viveu durante vários meses entre os índios tarahumaras. Retornando a Paris, novos ataques de loucura levaram-no a ser recolhido em diversos manicômios. Artaud propôs uma nova concepção de teatro, segunda a qual o espetáculo dramático devia retomar seu verdadeiro sentido, que seria o de função sagrada e ritualística, visando a uma comunhão entre o palco e os espectadores. Suas obras incluem “Lê Théâtre et son Double”; “Pour en Finir avec le Jugement de Dieu”; “Voyage au Pays des Tarahumaras”; “Van Gogh, le Suicidé de la S…