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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Café, água e lembranças

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O maquinista faz soar o apito, o trem entra na curva. A menina segura a locomotiva enquanto os passageiros se movem para a direita acompanhando o declive.Um gigante desfaz os vagões, leva embora as cadeiras e a repreende carinhosamente por estar trafegando no corredor.A menina nem liga, corre para o banheiro ao lado do quarto da tivó. Nos frascos prepara água colorida com aquarela, seleciona por tom. Depois coloca tudo na borda e admira seu arco-íris particular.O quarto da tivó é o mais claro.Também, ela passa o dia inteiro em casa. A tivó não ouve quase nada, é preciso falar bem perto do seu ouvido. E ficou completamente cega.A menina é a única que não tem pena da tivó. Sabe que ela vive num mundo especial, das histórias que não pode mais ler e guardou na memória como uma imensa biblioteca.Depois de viajar e preparar o arco-íris, senta na cama da tivó para ouvir as aventuras do gato de botas, da princesa triste e do vestido cor do céu. Mesmo agora que aprendeu a ler e pode dispor do …

O PAU

Minha gente, não é de hoje que o dinheiro chama-se Pau, no Brasil. Você pergunta um preço e logo dizem dez paus. Cento e vinte mil paus. Dois milhões de paus! Estaríamos assim, senhor ministro, facilitando a dificuldade de que a nova moeda vai trazer. Nosso dinheiro sempre se traduziu em paus e, então, não custa nada oficializar o Pau. Nos cheques também: cento e oitenta e cinco mil e duzentos paus.
Evidente que as mulheres vão logo reclamar desta solução machista (na opinião delas). Calma, meninas, falta o centavo. Poderíamos chamar o centavo de Seio. Você poderia fazer uma compra e fazer o cheque: duzentos e quarenta paus e sessenta e nove seios. Esta imagem povoa a imaginação erótica-maliciosa, não acha? Sessenta e nove seios bem redondinhos, você, meu chapa, não vê a hora de encher a mão!
Isto tudo facilitaria muito a vida dos futuros ministros da economia quando daqui a alguns anos, inevitavelmente, terão que cortar dois zeros (podemos dizer, ovos) do velho Pau. Neste caso, …

Paulo Mendes Campos, poesia, prosa e frases...

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CEGO INJUSTICEIRO [soneto 5088] (***)

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De brigas pessoaes à margem fico,
mas acho inquestionavel que, na Casa
das Rosas, Frederico deu mais asa,
mais penna aos novos bardos, e mais bico.
Defendo, pois, que fique o Frederico
na Casa. Quanto às brigas, eu a brasa
não puxo ao peixe alheio. Acho que atraza
dois lados quando um pau só batte em Chico.
De minha parte, nada contra o Regis
terei, si destractado nunca fui.
Por outros fui listado entre os hereges.
Tomar partido em nada contribue.
De arranca-rabos, rinhas, rixas, freges,
mantenho-me à distancia, feito Ruy.

           Glauco Mattoso
___________
(***)
Para inteirar-se sobre o teor da polêmica, indicamos a leitura do artigo de Luis Dolhnikoff publicado na revista Sibila, editada por Régis Bonvicino, em 3/2/2012: http://sibila.com.br/index.php/mix/1967-sibila-avalia-a-casa-das-rosasespaco-haroldo-de-campos-
e as cartas comentando a reação de Frederico Barbosa, diretor da Casa das Rosas, inclusive assinada pelo próprio autor …

PAISAGEM VISTA DA JANELA

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Diante dos dados
Que um dia pertenceram a Mallarmé
De todos os lados
Dedilham bailados os teclados
Tocam a cada dia
Etrônica transformação
Na poesia lua nova se anuncia
E se cada vez mais navegar é preciso
Outro Lusíadas é o épico a cantar
Posto que hoje bem outro já é o mar
Ora direis
O céu nunca esteve tão perto de cada rosto
Para ver estrelas nem mais necessário erguer o pescoço
Ruindows ou não
Segurando a caveira do monitor na mão
Cada qual contempla a sua tela
Em informática solidãoRicardo Alfaya

The Road not Taken

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Duas estradas divergiam em um bosque em setembro
E lamentando não poder seguir em ambas vias
E sendo único viajante, durante muito tempo me lembro
olhei para uma tão longe quanto eu conseguia
até onde ela dobrava na descida e sumia
Então peguei a outra, parecia boa e vasta
e fosse talvez a mais atraente
pois estava coberta de grama precisando ser gasta
embora aqueles que passaram na frente
tivessem gastado ambas quase igualmente
E ambas que aquela manhã igualmente fez
cobertas por folhas, pegada alguma a manchar
Oh, deixei a primeira para outra vez!
Mesmo sabendo como um caminho leva a caminhar
duvidei se iria algum dia voltar
Devo estar contando isso com a alma cortada
Em algum lugar, há uma distância de tempo imensa:
divergiam em um bosque duas estradas
e eu escolhi a menos viajada
e esta escolha fez toda a diferença.                                                            Robert Frost��…

VIDA ILUSÓRIA (Fragmento)

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Ao mesmo tempo que a realidade é uma fábula, simulações e enganos são considerados como as verdades mais sólidas. Se os homens se detivessem a observar apenas as realidades, e não se permitissem ser enganados, a vida, comparada com as coisas que conhecemos, seria como um conto de fadas ou as histórias das Mil e Uma Noites.
Se respeitássemos apenas o que é inevitável e tem direito a ser, a música e a poesia ressoariam pelas ruas afora. Quando somos calmos e sábios, percebemos que só as coisas grandes e dignas têm existência permanente e absoluta. Que os pequenos medos e os pequenos prazeres não passam de sombra da realidade, o que é sempre estimulante e sublime.
Por fecharem os olhos e dormirem, por consentirem ser enganados pelas aparências, os homens em toda a parte estabelecem e confinam suas vidas diárias a rotinas e hábitos erguidos em fundações puramente ilusórias.Henry David Thoreau
(1817/1862)Do livro: n 'Walden ou A Vida dos Bosques e a Desobediência Civil, trad. Astri…

Descrição de minha viagem de Lisboa para fora de Portugal

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Saímos de Lisboa com mais um navio pequeno, que também pertencia ao nosso capitão, e aportamos primeiro a uma ilha, denominada Ilha de Madeira, que pertence a El-rei de Portugal, e onde moram portugueses. É grande produtora de vinho e de açúcar. Ali mesmo, numa cidade chamada Funchal, embarcamos mantimentos.Depois disso, deixamos a ilha em demanda da Barbaria, para uma cidade chamada Cape de Gel, que pertence a um rei mouro, branco, a quem chamam Sherife. Esta cidade pertencia, outrora, a El-rei de Portugal; mas foi retomada pelo Sherife. Nela pensávamos encontrar os mencionados navios que negociam com os infiéis. Chegamos e achamos, perto de terra, muitos pescadores castelhanos, que nos informaram de que alguns navios estavam para chegar, e ao afastarmo-nos, saiu do porto um navio bem carregado. Perseguimo-lo, alcançando-o; porém a tripulação escapou nos botes. Divisamos então em terra um bote vazio que bem podia nos servir para abordar o navio aprisionado, e fomos buscá-lo.Os mouros…

O direito do consumidor

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Hoje quero contar uma historinha que se passou comigo, na semana anterior ao dia das mães. Na intenção de comprar um aparelho de DVD, fui até um desses super-hiper-mega-mercados da vida, cheios de propaganda colorida que entopem todo dia nossas caixas de correio, atraída por preços convidativos e boas condições de pagamento. Como já sabia que aparelho ia querer, pois havia escolhido antes no folheto, imaginei que fosse gastar uns quinze a vinte minutos para efetuar a compra. Na verdade, não gastei mais do que dez minutos para apontar à vendedora qual o aparelho que queria e para, com meu cartão, pagar no caixa a quantia.
Foi aí que me mandaram para uma fila onde devia aguardar para receber a compra e tirar a nota fiscal. Eram vinte e duas pessoas na fila, e eu era a vigésima-terceira. Depois de quinze minutos, a fila tinha progredido apenas duas posições. Como sou boa de conta, vi que nessa pisada, nesse ritmo, a sete minutos e meio por pessoa, eu ainda teria pela frente duas horas e m…

A cozinha de Vitalina

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Quem entrasse na cozinha de Vitalina nunca desconfiaria de que na prateleira, dentro do pote de açúcar, morava uma fada. Como quase ninguém acredita em fadas, não foi preciso muito trabalho para ocultar a da cozinha. Vitalina deixava-a solta, livre para sair quando quisesse do pote de açúcar. Chamava-a de Dona Moça.
        Dona Moça tinha gostos de moça. Gostava de flores no centro da mesa, paninhos de crochê cobrindo as prateleiras, cortinas coloridas na janela e toalhas bordadas em ponto de cruz. Ela e Vitalina eram tão unidas, que, se Vitalina não fosse bruxa e Dona Moça não fosse fada, dir-se-ia que eram uma só. Mas como uma era bruxa e a outra era fada preferiram dar um pontapé na tal unidade e se fizeram múltiplas. Eram tantas, que às vezes não se sabia quem era a bruxa e quem era a fada.
       Quando Vitalina morreu, Dona Moça se encolheu dentro do pote. O açúcar foi empedrando, as flores do centro da mesa murchando, os paninhos engordurando, a cortina outonando e as toalhas ma…

SEMENTES DE GIRASSOL

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No próximo ano, fecharei a minha caixa de Pandora e farei passarinhar todos os bons propósitos que desafiam a minha fé. Recolherei num jardim de tulipas essa tristeza d'alma que definha o meu ego arrastado pela vaidade.
No próximo ano, soterrarei de perdões o meu mal-querer e de afagos a sórdida tendência de apostar na desgraça alheia. Erguerei a minha taça à vitória do outro e brindarei de louvores as conquistas dos que invadem a minha reserva de caça. Serei dom e não dor.
No próximo ano, fecharei as asas da ambição e, vazio de desejos, cavarei túneis no mais profundo de mim mesmo para deixar fluir as águas da plenitude.
No próximo ano, desviarei o olhar da lascívia que esgarça o meu espírito e os ouvidos aos tambores que me impedem de dançar na contramão. Não buscarei senão os odores suaves da brisa matinal e darei ao meu paladar o que amarga a língua e adoça o espírito.
No próximo ano, porei em prática sábias lições de vida: pão que se guarda endurece o coração; a cabeça pensa onde…

As boas indicações literárias de Marli Berg

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À MESA, COM TODA CERTEZA, AS DELÍCIAS REQUINTADAS DA ARGENTINAA cozinha sempre foi e sempre será a parte mais importante da casa, pois é nela que se prepara os alimentos que nutrem seus moradores, mantendo-os vivos e saudáveis. Na Argentina, país de grande riqueza culinária, que remonta à época pré-colombiana, a culinária italiana e espanhola exerceram influência decisiva, fazendo com que, até hoje, massas e pizzas sejam parte do cotidiano alimentar do país vizinho, embora tenha grande riqueza de pratos que incluem, entre outros ingredientes, a deliciosa e famosa carne bovina. Enfim, matéria-prima para ser transformada em deliciosos pratos é que não falta no país vizinho.
Cozinha Argentina – Tradicional e Criativa (V&R Editoras) de Piá Fendrik — que iniciou a carreira profissional no Instituto Argentino de Gastronomia, escreve livros sobre culinária e ministra cursos de gastronomia especializada, e ilustrado pelas belíssimas fotos da também argentina Angela Coppello, que já publico…

Hércules e os Estábulos do rei Augias

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Zeus teve Hércules com a mortal Alcmena. Hera, esposa legítima do Senhor do Olimpo, perseguiu Hércules desde a infância, inclusive enviou serpentes para matá-lo quando bebê, mas Hércules as estrangulou. Quando Hércules já estava adulto, Hera enviou uma das Fúriaspara provocá-lo com uma loucura, o que fez com que ele matasse a própria mulher e os filhos. Seguindo os conselhos do Oráculo de Delfos, ele serviu ao primo Euristeu a fim de se purificar do crime. O rei era simpatizante de Hera e impôs trabalhos mortais a Hércules. Primeiro Hércules enfrentou poderosos monstros, como o Leão de Nemeia e a Hidra de Lerna. Depois caçou e levou viva para Euristeu a Corça Cerinia, consagrada à deusa Ártemis. O próximo monstro foi o terrível Javali que se escondia no Monte Erimanto. Outro perigoso trabalho foi se livrar das aves antropófagas do lago de Estinfalo, próximo a uma floresta escura da Arcádia. No sexto trabalho, Hércules teve de limpar os estábulos do rei de Élis, cidade próxima a Micena…

O bambu e a poesia

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As pessoas que não entendem poesia deveriam ter um bambuzal no jardim. O bambu e a poesia são muito parecidos: neles imperam todos os mistérios da infância, neles se percebe uma linguagem para além do racional. O bambu e a poesia compõem-se como um arco de simbolismo, têm uns verdores pênseis, umas alturas feitas de união. Não existem sozinhos. Neles tudo é composto, coletivo. São castelos que atraem o imaginário. Lá dentro: casa de insetos, de cobras, dos monstros vários da fantasia. Lá dentro, portal para o tempo imóvel do sonho.
O bambu é pouso de pássaros, criadouro de sombras, paragem do vento. Não é à toa que meninos buscam nos bambus suportes para suas pandorgas. O vento é irmão do bambu, nele se solidifica, se esculpe, nele se mascara de visível. Quando o vento quer aparecer, brinca nos entremeios do bambuzal. Pouca coisa é mais música que isto. A poesia tem uma irmã com o mesmo comportamento do vento: a palavra.
No bambu, o colmo oco guarda umas águas que não se sabe de …

Carmen Miranda, a rainha do Carnaval!

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Maria do Carmo Miranda da Cunha (Marco de Canaveses, 9 de fevereiro de 1909 — Los Angeles, 5 de agosto de 1955), mais conhecida como Carmen Miranda, foi uma cantora e atriz luso-brasileira. Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos. Seu estilo eclético faz com que seja considerada precursora do tropicalismo, movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 1960. InfânciaCarmen Miranda foi batizada com o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha na igreja da freguesia de Várzea da Ovelha e Aliviada, concelho de Marco de Canaveses.[1] Era a segunda filha do barbeiro José Maria Pinto Cunha (1887-1938) e de Maria Emília Miranda (1886-1971). Ganhou o apelido de Carmen no Brasil, graças ao gosto que seu pai tinha por óperas. Pouco depois de seu nascimento, seu pai, José Maria, emigrou…

Blocos no Carnaval!!!

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Roberto Piva e Marcia Frazão e etc

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seja devasso
seja vulcão
seja andrógino
cavalo de Dionysos
no diamante mais precioso     Roberto PivaDo livro: Ciclones, Nankim editoral, 1997, SP..............................Porciana & Persianas GenealógicasQuando apareceu, optou pelos números. À direita, o número redondo da folha. À esquerda, escondido num canto iluminado pela tênue luz da lamparina, o número do termo. Muda, invisível, inodora, alheia ao tempo e à caligrafia rebuscada, quase apagada, do empertigado escrivão do cartório. "Moço esquisito", pensou, sufocada pelas paredes amarelecidas da sala abafada, sem sol. Quis abrir as janelas, mas as trancas eram altas demais para sua altura pouca.
Invisível, se valeu desse estado e levantou a saia pesada, negra, sustentada por muitas anáguas. Recolheu as ondas do oceano de panos e esticou as pernas ávidas de sol. Seu marido não viu. O moço esquisito não viu. "Quem foi que disse que a morte não traz vantagens?", pensou com os botões da…

Educação sentimental

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pintura de Magritte Naquele ano de 1973, a história registrou a morte de Pequeno. Morreu sem que se soubesse bem a causa. Umas dores surgiram do nada, intensificaram-se e o levaram. Dona Rosa chorou a perda do marido, alimentando o hábito milenar. Suponho tenha sido também o hábito o que a levou à cova, a fazer companhia ao marido, meses após a morte deste. Os filhos do casal sofreram, a ponto de um deles, a Mirinha, intentar contra a própria vida, pretendendo atirar-se no buraco onde jazia sua progenitora.
– Não faça isso, Mirinha – aconselhavam-na os mais lúcidos – Tem a vida pela frente. Filhos a cuidar. Marido. Enfim, uma vida.
Cedeu às súplicas e não se matou. Atitude acertada, pois logo estava às voltas com Sinézio, seu marido, que se enrabichou por uma menina da Rua do Campo. O desejo de matar rapidamente tomou outra feição e outro rumo. Mirinha deu a andar armada de faca.
– Vou retalhar aquela vagabunda!
Mas não é este o rumo que quero dar a esta história. Triângulo…

Televisão para ser lida. E apreciada

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Mito – Boni revê em livro uma trajetória que é sua, mas que bem vale como a história da TV no Brasil
Quem não se comunica... A despeito do zelo de Boni por qualidade, Chacrinha achava que a Globo tinha é de ser popular
Trecho: “Na TV, toda obra é coletiva, cada projeto exige participação de diversos profissionais”               Ao chegar à TV Globo com Walter Clark, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, resolveu investir numa atração popular, mesmo correndo o risco de comprometer outro objetivo do grupo de profissionais que havia assumido o desafio de fazer a emissora da família Marinho “decolar”: Abelardo Barbosa, o Chacrinha, tinha um programa popularesco na TV Rio e foi contratado a peso de ouro, sob o compromisso de não “apelar” tanto como fazia no outro canal. No dia da estreia, contudo, o apresentador chamou Anthony Ferreira, seu gerente de produção, e, às escondidas, divulgando por um folheto, promoveu o concurso “Cachorro com mais pulgas”.
               Os al…

Poesia e Leila Míccolis

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Blocos se solidariza com essa campanha

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Hemorio lança campanha de doação de sangue para o CarnavalO Secretário Estadual de Saúde, Sérgio Côrtes e a  musa do carnaval Luiza Brunet, lançam, nesta terça-feira, no Hemorio, a nona edição da campanha "Vista a Fantasia da Solidariedade", juntamente com integrantes da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro e outras personalidades do mundo do samba. A ação tem como objetivo manter a média de 300 doadores diariamente e alertar a população para os riscos da falta de sangue no período de Carnaval, época em que historicamente, há uma queda de pelo menos 50% no número de doações voluntárias. Segundo a diretora geral do Hemorio, Clarisse Lobo, a campanha desse ano terá um tom diferente, mas não perderá nem um pouco do brilho. "Assim como no ano passado, o momento é de união e solidariedade. Passamos recentemente por um momento difícil no Rio de Janeiro com o desabamento dos prédios no Centro e mais uma vez, constatamos a mobilização da população, que tem se mostrado cada v…

Domingo, dia de Blocos

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Imagem ilustra música mais famosa de Wando na web

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Internautas resolveram homenagear o cantor Wando com uma imagem que ilustra a música mais famosa dele, "Fogo e Paixão", na web. O trecho do refrão representado com desenhos tem sido compartilhado em redes de relacionamento após o anúncio da morte do artista.Wando morreu por volta das 8h desta quarta-feira após um infarto em Minas Gerais. http://www.sidneyrezende.com/noticia/161526+imagem+ilustra+musica+mais+famosa+de+wando+na+web

Tudo acontece muito rápido

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Leila Míccolis tem publicado uns novos poemas com seu padrão (nem é preciso assinar, logo se sabe que é dela).Alguns poetas (raros) são assim. Tem um “estilo”, ou seja descobrem o novo, reinventam o velho, recriam a arte. Criam a sua “assinatura”.Quando a gente pensa que já tudo viu, eis que surgem eles/elas, os criadores.Mesmo os instrumentistas. Um grande pianista, por exemplo, deixa a sua marca, a sua personalidade. Quem sabe ouvir logo logo descobre quem está tocando.O mesmo o cantor.Certa vez um amigo meu foi a uma gravadora no Rio e ouviu algumas pessoas conversando numa sala anexa: lá se podia distinguir o Fagner, falando tal como ele canta, com o mesmo timbre, com o mesmo acento inconfundível.Mas o mundo dá muitas voltas.A vida passa rápida.Leila escreveu:       Missão cOmprida       Você conseguiu tudo na vida: 
       uma grande barriga bem alimentada
       uma amante infiel
       uma esposa comportada
       carro do ano
       filhos rebeldes ao teu jugo tira…

Brecht e Florbela

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Nascimento de Bertold Brecht (1898, Alemanha )


A TROCA DO PNEUEstou sentado de costas para a vala. O motorista troca o pneu. Não amo o país de onde venho Não amo o país para onde vou. Por que olho a troca do pneu Com impaciência?
Bertold Brecht
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Poesia
Temática saudade: Florbela Espanca (Portugal)
Saudade
És a filha dileta da noss'alma
Da noss'alma de sonho e de tristeza
Andas de roxo sempre, sempre calma
Doce filha da gente portuguesa!
Em toda a terra do meu Portugal
Te sinto e vejo, toda suavidade
Como nas folhas tristes dum missal
Se sente Deus! E tu és Deus, saudade!…
Andas nos olhos negros, magoados
Das frescas raparigas, namorados
Conhecem-te também, meu doce ralo!
Também te trago n'alma dentro em mim,
E trazendo-te sempre, sempre assim,
É bem a pátria qu'rida que eu embalo!